segunda-feira, 21 setembro, 2026
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Curitiba recebe última etapa do I Love Italian Wines

Assessoria – A ICE – Agência para a promoção no exterior e a internacionalização das empresas italianas | Departamento para a promoção de intercâmbios da Embaixada da Itália (ITA – Italian Trade Agency) –, em parceria com as feiras Vinitaly e Wine South America, realizou na sexta-feira (18) em Curitiba a última etapa dos roadshows I Love Italian Wines. O Mural do Paraná marcou presença e traz fotos do evento, feitas por Lina Sumizono.

O evento foi aberto por Milena Del Grosso, diretora da Agência ICE para o Brasil, e Marcos Milaneze, diretor da Milanez & Milaneze, empresa do grupo Veronafiere | Vinitaly, responsável pela realização da Wine South America.

O ILIW reúne cerca de 60 empresas, entre importadores brasileiros e vinícolas italianas, algumas das quais ainda inéditas no Brasil, que apresentam 600 rótulos a profissionais do mercado, compradores e sommeliers. Os encontros têm como objetivo ampliar o conhecimento do consumidor sobre o vinho italiano e reforçar a imagem da Itália como referência mundial nesse setor.

O ILIW foi aberto em 9 de setembro com uma masterclass apresentada por quatro Italian Wine Ambassadors formados pela Vinitaly Internacional Academy, com comentários de Stevie Kim, idealizadora da escola. O evento já foi realizado em Brasília (11/9), Rio de Janeiro (14/9), São Paulo (16/9).

Foto: @lina.sumizono

Empresas participantes

O I Love Italian Wines traz ao Brasil vinícolas de várias regiões da Itália. É o caso do Vêneto, que reuniu o maior número de empresas: Bettili Wines (também produzi em Friuli-Venezia Giulia e Toscana), Bortolomiol Spa, Cantina Colli Euganei, Contarini Vini & Spumanti, F&A Vineyards, IWB ItaliaSpa, Secondo Marco

Da Campânia vieram Agricola Bellaria, Cantina Del Taburno (também presente no Vêneto) e La Guardiense-Janara. Outras três vinícolas do Piemonte – Argea Group (também produz na Puglia, Abruzzo e Emilia-Romagna), Castelo Di Perno, Azienda Agricola Pietro Rinaldi e Taverna – confirmaram presença.

A Toscana trouxe ao Brasil os vinhos de Pian Delle Querci, Castelo Monterinaldi, Paladin e Marchesi Frescobaldi. E a Emilia Romagna mostrou a produção da Cantina 4 Valli, EMG SRL Agricola e Poderi Morini. A região de Abruzzo participou com Lidia & Amato, Pesolillo Tenuta Agricola, The WineCompany (também produz em em Marche, Toscana e Vêneto).

Foto: @lina.sumizono

As Cantinas Kaltern, Glassierhof e Terlano representaram Trentino-Alto Ádige, enquanto a Sicília apresentou os rótulos de Cantine Paolini e Donnafugata. Estiveram presentes ainda Cantina Stentella (Lazio), Catine Di Dolianova (Sardenha), Perla Del Guarda (Lombardia) e Cesarini Sartori (Umbria).

Além das vinícolas italianas, várias importadoras também marcaram presença no I Love Italian Wines 2026: Aurora, Barrinhas, BWR Importação e Exportação, Casa Flora, Cecconello Vino, Domno do Brasil, Europa Distribuidora, Futura 2, Futuro Importação, Grand Cru, Importadora Qualimais, Inovini Fine Wines, Italibras – Vinifera Import, Italy Import, Italy’s Wine, MMV Importadora, Mondo Italy, Nine, OP Global, Parajú, Polaris Comércio Importação e Exportação, Porto a Porto, Rosso & Rouge, Sicilianess, Tucano e Vale do Sol.

Masterclasses

Além da exposição de vinhos, o ILIW contempla também duas masterclasses por cidade.

Foto: @lina.sumizono

Em Curitiba, elas foram conduzidas por Julio Kunz, sommelier, consultor internacional e palestrante, é diretor de vinhos da Academia Brasileira de Sommeliers-RS, foi presidente e atualmente é vice-presidente da ABS-Brasil, além de coordenar o mestrado da OIV – Organização Internacional da Vinha e do Vinho. É Embaixador do Vinho Italiano pela Vinitaly International Academy e especializado em empreendedorismo e negócios internacionais pela MIB Trieste School of Management.

Em Brasília, as masterclasses foram conduzidas por Mário Márcio Lescano Júnior, Chief Academic Officer da International Sommelier Guild (ISG) e Wine Ambassador pela Vinitaly International. No Rio de Janeiro, as apresentações foram feitas por Marcelo Copello, um dos principais críticos e curadores de vinhos do País. E, em São Paulo, as masterclasses ficaram a cargo de Jorge Lucki, um dos críticos de vinhos mais influentes do Brasil e membro da Académie Internationale du Vin.

Exportações de vinhos italianos para o Brasil

Foto: Gladstone Campos

O mercado brasileiro de vinhos importados registra uma aceleração na busca por rótulos de maior valor nos primeiros oito meses de 2026. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as importações brasileiras de vinho atingiram US$ 369,8 milhões entre janeiro e agosto desse ano, com alta de 4,3%.

A Itália é uma das líderes dessa expansão entre os principais fornecedores do País: o valor das exportações de vinhos italianos deu um salto de 13,6% entre janeiro e agosto de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior, passando de US$ 27,9 milhões para US$ 31,7milhões. Em volume, a expansão foi de 7,6%, passando de 6,5 milhões de litros para 7 milhões de litros. Nesse contexto, o valor médio FOB por litro dos vinhos italianos adquiridos pelo Brasil atingiuUS$ 4,53 — uma evolução de 17,4% em três anos em comparação aos US$ 3,86 registrados entre janeiro e agosto de 2024.

O desempenho coloca a Itália como o país europeu com o segundo maior valor médio FOB por litro exportado para o mercado brasileiro, atrás apenas da França (US$ 10,16). As informações fazem parte do Estudo de Mercado: O Vinho no Brasil, produzido pela ICE – Agência para a Promoção no Exterior e a Internacionalização das Empresas Italianas no Brasil | Departamento para a Promoção de Intercâmbios da Embaixada da Itália

O movimento de mercado ocorre em meio a uma reconfiguração na origem das importações: enquanto países produtores de massa, como a Espanha, registraram recuo de 10,9% em volume e6,2% em valor até agosto de 2026, os rótulos italianos se consolidam na categoria premium acessível.

A preferência do consumidor brasileiro regular acompanha esse olhar para a tradição e percepção de qualidade: 77% exigem o fecho com rolha de cortiça natural, enquanto 58% associam a tampa de rosca (screw cap) apenas à praticidade. Do ponto de vista dos canais de distribuição, embora o varejo alimentar físico (supermercados e hipermercados) responda por 86,5% do volume das vendas off-trade, o e-commerce já abocanha 13,5% do mercado total de vinhos no Brasil.

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