Assessoria – A Cidade do Rock viveu neste sábado (12) uma verdadeira festa dos hits. Do funk brasileiro ao reggaeton, passando pelo pop e pelo rock, o Palco Mundo do Rock in Rio reuniu quatro atrações que fizeram o público cantar, dançar e celebrar do início ao fim. A primeira delas foi: PE-DRO SAM-PAI-O! O artista abriu a programação comandando, mais uma vez, o maior “Cavalinho” do mundo – depois de reunir 100 mil pessoas no Rock in Rio Lisboa, Pedro repetiu o feito no Rio de Janeiro colocando um mar de gente para dançar o hit. Na sequência, J Balvin trouxe a força do reggaeton latino para o evento. Demi Lovato combinou músicas de seu novo álbum, It’s Not That Deep, com sucessos que marcaram sua carreira, enquanto o Maroon 5 encerrou a noite com um repertório repleto de clássicos que fazem parte da trilha sonora de diferentes gerações.
Nos demais palcos, a diversidade musical também deu o tom do sábado. O Global Village recebeu o forró de Maestrinho, enquanto o Palco Sunset foi tomado pelo indie rock e pelo folk do Mumford & Sons. Já o New Dance Order teve mais uma noite de Alok, que voltou ao festival para uma apresentação especial ao lado do pai, da mãe e do irmão. O resultado foi um dia de hits, encontros e muita dança, embalada pela batida dos leques e por um público que cantou praticamente todos os refrões do começo ao fim.

Pedro Sampaio abriu o Palco Mundo em uma apresentação pensada para transformar a Cidade do Rock em uma grande pista de dança. E o público correspondeu à altura, batendo leque e acompanhando as coreografias a cada comando da máquina de hits. O DJ, cantor e produtor levou para o festival sucessos como “JETSKI”, “POCPOC” e “Sequência Feiticeira”, além de repetir no Rio um feito que já havia protagonizado no Rock in Rio Lisboa: o maior “Cavalinho” já visto na história, realizado para 100 mil pessoas. Se em Lisboa ele fez um mar de gente “engatar a marcha ré”, no Rio repetiu a dose e mostrou que, no Rock in Rio, um Cavalinho para 100 mil pessoas pode acontecer duas vezes. A apresentação também ganhou força com bailarinos e uma produção visual que explorou a nova cenografia do Palco Mundo, que conta com 2.400 metros quadrados de painéis de LED.
Demi Lovato trouxe para a Cidade do Rock um show que equilibrou o presente com os grandes momentos de sua carreira. A cantora apresentou músicas do álbum It’s Not That Deep, lançado em 2025, como “Fast” e “Kiss”, ao lado de sucessos como “Heart Attack”, “Confident”, “Skyscraper”, “Give Your Heart a Break” e “Tell Me You Love Me”. O repertório reforçou uma das principais características de seus shows: a combinação entre potência vocal, dança, emoção e conexão direta com os fãs – arriscando até algumas palavras em português.

Encerrando a programação no espaço, Maroon 5 entregou uma coleção de sucessos que transformou a Cidade do Rock em um enorme coro. Com mais de duas décadas de carreira, a banda revisitou músicas como “This Love”, “She Will Be Loved” e “Moves Like Jagger”, entre outros hits que ajudaram a construir sua trajetória internacional. O repertório do grupo é justamente um dos grandes trunfos de suas apresentações ao vivo: músicas reconhecidas por diferentes gerações e capazes de fazer o público cantar do começo ao fim. E não foi diferente desta vez, quando Adam trouxe as primeiras letras de “Sugar”, que fechou as atividades deste sábado no Palco Mundo.
Palco Sunset celebra diferentes sotaques da música
Abrindo o Palco Sunset neste sábado, Criolo, Amaro Freitas e Dino d’Santiago apresentaram o projeto colaborativo que une rap, jazz, MPB e ritmos afro-lusófonos, celebrando a ancestralidade e a conexão entre Brasil, Portugal e África.

Os Gilsons foram a segunda atração a se apresentar, recebendo diversos convidados. O trio formado por José, Francisco e João Gil abriu o show embalando o público com baladas como “Love Love” e “Pra Gente Acordar”. Após a canção “Proposta”, o cantor Narcizinho se juntou aos artistas para “Bem me quer”. Mas foi quando o Olodum subiu ao Palco que a temperatura subiu de vez com sucessos como “Avisa lá” e “Deusa do Amor”. Quando o clima do carnaval de Salvador já tomava conta do público, a rainha Daniela Mercury surgiu com o clássico “Nobre Vagabundo”. A energia permaneceu lá no alto até o fim da apresentação com hinos como “Suingue da Cor”, “Faraó” e finalizando com “Samba enredo”.
Se os Gilsons celebraram o carnaval de Salvador, João Gomes levou a folia pernambucana para a Cidade do Rock. Um cortejo de cultura popular, com pernas de pau, bonecos gigantes e personagens do folclore, comandado pelo Boi da Macuca, seguiu junto à Orquestra de Frevo pelo meio do público em direção ao Palco Sunset. Em seguida, a voz grave, marca registrada do artista, ecoou ao som de “Eu Tenho a Senha”. João Gomes mostrou que o piseiro e o forró, executados pelos instrumentos da Orquestra Brasileira, podem ganhar a grandiosidade e a potência de um grande espetáculo.

No Palco Sunset, Mumford & Sons encerrou a programação com sua mistura de folk e indie rock, marcada pelo uso de instrumentos acústicos, vocais potentes e grandes coros. Com sucessos como “Little Lion Man”, “The Cave” e “I Will Wait”, a banda britânica encantou toda a plateia que acompanhava atentamente e clorosamente cada faixa e transformou o espaço em um grande encontro entre público e artistas.
New Dance Order com Alok, Timbalada no Palco Favela
A família de Alok tomou conta do New Dance Order neste sábado. A programação começou com Bhaskar, irmão do artista, que abriu a pista como o Special Opening do dia, seguido por Adam Sellouk e Gabe. Na sequência, o palco recebeu Ekanta e Swarup, pais de Alok e Bhaskar. O encontro ganhou o fechamento com Alok – Rave The World, em uma que trouxe um espetáculo de drones para o público e reuniu toda a família em cima do palco em uma apresentação emocionante.

Já o Espaço Favela virou um verdadeiro trio elétrico no meio da Cidade do Rock quando a Timbalada tomou o palco. A percussão pesada ditou o ritmo de uma apresentação que teve direito até a um mini trio elétrico em cena, arrastando a multidão com clássicos do axé e releituras certeiras de “Felicidade” (Seu Jorge) e “País Tropical” (Jorge Ben Jor). A festa ganhou ainda a participação de Gominho, que subiu ao palco e dançou ao som da banda. Já no fim do show, o vocalista Buja Ferreira desceu para o meio do público e cantou junto com a galera. Denny Denan, um dos nomes mais emblemáticos da história do grupo, também dividiu os vocais com Buja durante a apresentação. O ápice veio na saideira. Ao som do hit “A Roda”, a Timbalada botou todo mundo para girar, em uma autêntica micareta baiana.
Último dia neste domingo

O penúltimo dia do Rock in Rio também foi um convite para olhar para a Cidade do Rock como um grande cenário. Neste domingo (13), último dia do festival, o público terá mais uma oportunidade de registrar os espaços que se transformaram em alguns dos pontos mais instagramáveis desta edição. E não existe uma única Cidade do Rock: a cada apresentação, o novo Palco Mundo se transforma de acordo com o artista, com sua megaestrutura de LED criando diferentes cenários ao longo do dia e fazendo com que cada show também seja uma nova oportunidade de foto.
A tradicional Roda-Gigante Itaú segue entre os pontos mais disputados para quem busca uma vista panorâmica do festival, enquanto o Global Village convida o público a circular por uma cenografia inspirada em ícones arquitetônicos de diferentes partes do mundo. Já a Rota 85 reúne referências à história do Rock in Rio em um dos cenários mais fotogênicos da Cidade do Rock, com elementos inspirados na Route 66 e objetos que fazem parte da memória do festival.
Rock in Rio
1985 marca a primeira edição do evento idealizado por Roberto Medina e que hoje, 41 anos depois, é considerado o maior festival de música e entretenimento do mundo – o Rock in Rio. A história do evento se entrelaça com a do entretenimento no Brasil, sendo responsável por colocar o país na rota dos eventos internacionais, já que pela primeira vez, um país da América do Sul sediou um evento musical dessa magnitude. Originalmente organizado no Rio de Janeiro, o festival ganhou o mundo chegando a Lisboa (Portugal), onde é realizado até hoje, passando por Madrid (Espanha) e Las Vegas (USA).
Desde a primeira edição, já gerou mais de 297,6 mil empregos diretos e indiretos e, apenas na última, em 2024, um impacto econômico de R$ 2.9 bilhões na cidade do Rio de Janeiro. Em 2022, o Rock in Rio foi considerado patrimônio cultural imaterial do estado do Rio de Janeiro. Pelas Cidades do Rock, desde 1985, já passaram mais de 12.3 milhões de visitantes, que assistiram a mais de 4.667 artistas em 141 dias de magia. Dentre os números gigantes do festival, mais de 146 milhões de pessoas alcançadas pelas comunicações nas redes sociais na edição que celebrou os 40 anos do Rock in Rio.
