Tribuna – Morreu neste domingo (30), em Curitiba, o produtor cultural Hélio “Helinho” Pimentel, um dos nomes de destaque da música e da produção de grandes shows no Paraná. Sócio e CEO do Parque das Pedreiras, ele participou da idealização e da consolidação do complexo que reúne a Ópera de Arame e a Pedreira Paulo Leminski, considerados importantes espaços para grandes eventos na América Latina.
Em nota, o DC Set Group, atual administradora do complexo, informou que Hélio morreu em decorrência de complicações de uma pneumonia. A empresa destacou o legado deixado pelo produtor na cena cultural de Curitiba e afirmou que projetos idealizados por ele ainda serão concretizados.
“Helinho foi a mente brilhante por trás do Parque Jaime Lerner, um espaço que tem na música seu principal pilar, e nela, seu grande propósito de vida. Helinho deixa um legado eterno e imensurável na história da música da cidade, tendo dedicado mais de 50 anos de sua vida à arte, à cultura e, sobretudo, à música”, diz a nota.
O velório será das 14h às 19h desta segunda-feira (31), na Ópera de Arame.
Trajetória
A trajetória de Helinho Pimentel na cena cultural de Curitiba começou há mais de 35 anos. Em 1979, ele foi um dos organizadores do show “Adeus, 70”, realizado no Círculo Militar de Curitiba. O evento reuniu a banda Tutti Frutti, que acompanhava Rita Lee, e a paranaense Blindagem. Durante cerca de três anos, Pimentel também atuou como empresário de nomes da música brasileira, como Baby do Brasil, Pepeu Gomes e o grupo A Cor do Som.
Em meados da década de 1980, participou da fundação da Rádio Estação Primeira (FM 90.1). Anos depois, idealizou e estruturou a identidade e o conceito musical da rádio Mundo Livre FM.
