Neste domingo (9), a TV Bandeirantes recebe Requião Filho, do PDT, Sandro Alex, do PSD, e Sérgio Moro, do PL, participam do primeiro debate de ideias entre os pré-candidatos ao Governo do Paraná.
A partir das 19h, o YouTube da Band Paraná apresenta o pré-debate, com a expectativa para o confronto. O debate também será transmitido ao vivo pelo canal, seguido do pós-debate, com a análise completa do embate. É possível acompanhar pela Rádio BandNews FM Curitiba, pelo site e pelo aplicativo Bandplay.
Na Band TV, a cobertura começa às 19h30, com um giro pelo Brasil e a chegada dos candidatos. O debate começa pontualmente às 20h. Mais uma vez, o Mural do Paraná estará presente na cobertura. Acompanhe em nosso Instagram @muraldoparana
Fim das convenções: conheça as três coligações na disputa

HOJEPR – O encerramento das convenções partidárias, nesta quarta-feira (5), definiu a configuração inicial da disputa pelo governo do Paraná. Oito nomes foram homologados pelos partidos, mas apenas três candidaturas reuniram coligações. Sandro Alex, do PSD, Sergio Moro, do PL, e Requião Filho, do PDT, concentraram as principais alianças, as maiores bancadas parlamentares e o tempo disponível na propaganda eleitoral gratuita.
Com o fim das convenções, a eleição entra agora na fase de registro das chapas e das candidaturas. Os pedidos ainda serão examinados pela Justiça Eleitoral e poderão ser deferidos, questionados ou rejeitados. Somente depois dessa etapa estará formalizada a relação definitiva de candidatos que aparecerão nas urnas em 4 de outubro.
Sandro Alex terá Rafael Greca, do MDB, como candidato a vice-governador. A coligação reúne PSD, MDB, Avante, Republicanos, Federação PSDB Cidadania e Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. Considerados separadamente os partidos integrantes das federações, a aliança soma oito legendas.
A composição também reúne Alexandre Curi, do Republicanos, e Cristina Graeml, do PSD, como candidatos ao Senado. O grupo é comandado politicamente pelo governador Ratinho Junior, que escolheu Sandro Alex para disputar sua sucessão no Palácio Iguaçu.
Sergio Moro terá como vice Edson Vasconcelos, presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). A coligação é formada por PL, Podemos, Novo e Democracia Cristã. Os candidatos ao Senado são o deputado federal Filipe Barros, do PL, e, ainda dependendo do aval da Justiça Eleitoral, o ex-procurador Deltan Dallagnol, indicado pelo Novo.
Requião Filho terá Michele Caputo Neto, do Solidariedade, como vice. A aliança reúne PDT, Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, Federação PSOL Rede e Federação Renovação Solidária, composta por PRD e Solidariedade. Assim como a chapa de Sandro Alex, a coligação reúne oito partidos.
O grupo de Requião Filho terá a deputada federal Gleisi Hoffmann e o ex-deputado federal Dr. Rosinha, ambos do PT, como candidatos ao Senado. A coligação também funcionará como palanque estadual para a campanha de reeleição do presidente Lula.
Além das três coligações, cinco partidos homologaram candidaturas próprias ao governo. Tayná Miessa concorrerá pela Unidade Popular, Alexandre Salomão pelo Mobiliza, Luiz França pelo Missão, Samuel de Mattos pelo PSTU e Adriano Teixeira pelo PCO. Essas chapas não anunciaram alianças com outras legendas.

De fora das eleições, Guto Silva se despede e agradece apoiadores

Blog Politicamente – O tabuleiro eleitoral está montado no Paraná. E Guto Silva ficou de fora. Mesmo depois da enorme expectativa de disputar o Palácio Iguaçu como sucessor de Ratinho Junior.
Nesta quarta-feira (5), o ex-secretário das Cidades encaminhou uma mensagem de despedida nos grupos de WhatsApp em que estava inserido, inclusive àqueles com membros do Palácio Iguaçu. Disparou a “comunicação interna” e saiu dos grupos. Vai tocar a vida. Na mensagem, Guto Silva diz que está triste por ter ficado de fora da chapa majoritária, mas que está de cabeça erguida. E explica que o silêncio dos últimos meses era necessário “para assimilar os acontecimentos e compreender melhor as coisas antes de falar”.
“Estou triste pelo desfecho, mas de cabeça erguida. Por 18 anos me preparei, estudei e caminhei com a vontade genuína de colocar essa bagagem em uma eleição majoritária e fazer a diferença na vida de todos. Por duas vezes, os rumos da política não permitiram que essa candidatura se concretizasse. São coisas da vida pública”.
Guto resolveu se desconectar dos grupos de whatsapp um dia depois que Ratinho Junior fechou a chapa do PSD com Sandro Alex como candidato ao Governo e Cristina Graeml para o Senado. Ela que não está nem há seis meses no grupo político do governador.
Em 2018, Guto Silva chegou a sair do PSD, se filiar ao PP para disputar o Senado. Mas acabou recuando depois de uma reunião com o governador Ratinho Junior. Em 2026, o mesmo desfecho, mas de forma mais traumática. Guto, que era tido como candidatíssimo de Ratinho, foi preterido por Sandro Alex. O governador deu todos os indícios de que Guto seria o candidato para sucedê-lo.
Após alguns dias sabáticos, Guto tentou retomar o rumo e chegou a cogitar disputar o Senado pelo PSD — já que a cabeça da chapa já estava definida. Se passaram dois meses e o chamado não veio. As feridas ainda estavam se fechando, quando veio a confirmação do nome de Cristina Graeml. A Guto, só restou se retirar da vida política. Não se sabe se terá volta. Por enquanto, vai se dedicar aos negócios privados.
Advogados protocolam representação pedindo cassação de vereadora Tathiana Guzella por quebra de decoro parlamentar

Assessoria – Os advogados Lincoln Machado Domingues e Matheus Miranda Guérios protocolaram nesta quinta-feira (6) uma representação na Câmara Municipal de Curitiba pedindo a abertura de procedimento disciplinar contra a vereadora Tathiana Laiz Guzella (PL). O documento solicita a aplicação da pena de perda de mandato por suposta quebra de decoro parlamentar durante a sessão legislativa realizada em 5 de agosto.
A representação tem como base declarações feitas pela parlamentar durante o debate sobre um projeto de lei relacionado ao cadastramento de pessoas em situação de rua. Segundo os autores, ao pedir um aparte à vereadora Vanda de Assis (PT), Tathiana Guzella questionou sua naturalidade e, após confirmar que a colega nasceu em Campos Sales (CE), afirmou que ela deveria “voltar para o Ceará”, acrescentando que havia vindo “encher o saco aqui”.
Na avaliação dos advogados, as declarações extrapolam os limites do debate político e configuram ofensa motivada pela procedência da vereadora, caracterizando violação ao Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Curitiba. A representação sustenta ainda que a conduta afronta princípios constitucionais da igualdade e da não discriminação, além de apontar possível enquadramento na legislação que trata de injúria racial por procedência nacional.
O documento argumenta que a imunidade parlamentar não protege manifestações desvinculadas da atividade legislativa e que o uso da tribuna para ofensas pessoais representa abuso dessa prerrogativa. Os autores afirmam que a iniciativa tem caráter apartidário e destacam que já apresentaram representações por quebra de decoro contra parlamentares de diferentes partidos. Eles requerem que a Mesa Diretora receba e processe a representação, determine a juntada das provas, incluindo a gravação da sessão, e, ao final do procedimento, aplique à vereadora a penalidade de perda do mandato, conforme previsto no Código de Ética da Câmara Municipal de Curitiba.
