terça-feira, 28 julho, 2026
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“Nebulosa de Baco”, “As Amazônias” e novidades na agenda

“Nebulosa de Baco” faz curta temporada no Guairinha

Depois de temporadas de sucesso no Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e São Paulo, a premiada Cia. Stavis-Damaceno apresenta o aclamado espetáculo “Nebulosa de Baco” no palco do Guairinha, em Curitiba, de 6 a 9 de agosto.

A produção expõe ao público momentos de criação de duas atrizes, que se debatem com a interpretação dos papéis conturbados de uma filha e o seu pai, em discussões em que traumas da infância vêm à tona. Inspirada em histórias reais e com influências do Nobel de Literatura, Luigi Pirandello, “Nebulosa de Baco”, escrita e dirigida por Marcos Damaceno, é uma peça dentro da outra – uma dramática e a outra cômica -, em que as noções entre o que é verdade e o que não é, o que é real e o que é inventado são constantemente embaralhadas, algo comum também nos nossos dias.

Com Helena de Jorge Portela e Rosana Stavis, atriz frequentemente apontada pela crítica especializada como uma das melhores do teatro brasileiro, a encenação reúne características que são próprias da Cia Stavis-Damaceno, como o ritmo vertiginoso de pensamentos aparentemente desordenados, o apreço pela dramaturgia contemporânea, que apresenta novos olhares acerca das relações humanas nos dias atuais e a excelência do trabalho do elenco, trazendo ao público espetáculos contundentes que impactam pela força dos atores, atrizes e das palavras.

O nome “Nebulosa de Baco” tem inspiração na astronomia e na mitologia. As nebulosas são onde nascem as estrelas, entre as mais conhecidas estão a Nebulosa de Orion e a Nebulosa Olho de Deus. Já Baco, na mitologia greco-romana, é não apenas o deus do vinho e do teatro, ele representa a fertilidade criativa e a dualidade humana entre controle e entrega. É ele quem inspira a transformação do caos interno em beleza e expressão.

Sucesso de público e crítica em São Paulo, Rio de Janeiro e várias cidades do país, “Nebulosa de Baco” foi indicado ao Prêmio Shell nas categorias Melhor Texto (Marcos Damaceno) e Melhor Atriz (Rosana Stavis), e ao Prêmio APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte, na categoria Melhor Texto.

No Guairinha, as apresentações ocorrem às 20h, de 6 a 8 de agosto, e às 19h, no dia 9 de agosto. Os ingressos estão à venda pelo Disk Ingressos com valores a partir de R$30 (meia-entrada | balcão). Mais informações pelo perfil oficial da Cia. Stavis-Damaceno no instagram: @ciastavisdamaceno.

“As Amazônias” reúne Aíla, Djuena Tikuna e Patrícia Bastos em na CAIXA Cultural

Temporada do espetáculo “As Amazônias” na CAIXA Cultural Curitiba vai de 6 a 9 de agosto. Crédito: Andressa Guerra

Três vozes femininas da Amazônia se encontram no palco para cantar territórios, memórias e modos de existir. O espetáculo “As Amazônias”, com Aíla (PA), Djuena Tikuna (AM) e Patrícia Bastos (AP), chega à capital paranaense para uma temporada na CAIXA Cultural Curitiba, de 6 a 9 de agosto, com apresentações de quinta a sábado, às 20h, e no domingo, às 19h. A apresentação combina música com artes visuais, criando uma experiência audiovisual que aproxima palco, imagem e tecnologia a partir de diferentes territórios da Amazônia.

No palco, o espetáculo conecta trajetórias que atravessam tradições indígenas, matrizes afro-amazônicas e a música contemporânea produzida na região. Cada artista traz a força de seu território: Patrícia Bastos traz os ritmos tradicionais do Amapá, como o marabaixo e o batuque do Curiaú; Djuena Tikuna apresenta cantos em sua língua originária; e Aíla ecoa a música contemporânea do Pará, passando pelo brega, carimbó e zouk love, marcada por fusões e experimentações.

A temporada na CAIXA Cultural Curitiba reúne essas vozes em um espetáculo que conecta experiências, idiomas e diferentes formas de expressão da Amazônia contemporânea. Os ingressos para as apresentações na CAIXA Cultural Curitiba têm valores que vão de R$5 (meia) a R$10 (inteira) e estarão disponíveis a partir do dia 1º de agosto, a partir das 10h, na bilheteria física, e a partir das 15h, de forma virtual. 

Show “As Amazônias” na CAIXA Cultural Curitiba
Com Aíla (PA), Djuena Tikuna (AM) e Patrícia Bastos (AP)
Data: 6 a 9 de agosto
Horários: Quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 19h
Local: CAIXA Cultural Curitiba (R. Conselheiro Laurindo, 280 – Centro)
Classificação: LIVRE
Ingressos: R$10,00 Inteira e R$5,00 meia (Meia entrada para clientes CAIXA e casos previstos em Lei) com retirada na bilheteria presencial a partir do dia 01/08, às 10h, e na bilheteria virtual, a partir das 15h.

“Ainda Antígona” faz curta temporada no Guaíra

Montagem retorna para oito apresentações no Miniauditório com narrativa contemporânea e arrebatadora. Crédito: Letícia Schevisbisky

Após registrar sessões lotadas e se consolidar como um dos grandes destaques de bilheteria na capital paranaense neste ano, o espetáculo “Ainda Antígona” se prepara para uma nova e aguardada temporada. A produção independente ocupa o prestigiado Miniauditório Glauco Flores de Sá Brito (Teatro Guaíra) de 30 de julho a 9 de agosto, com apresentações de quinta-feira a domingo.

Em uma narrativa arrebatadora, a peça traz para a cena contemporânea um dos embates mais profundos da dramaturgia clássica. Com direção e adaptação de Leo Campos (A História de um Certo Zé; As Mulheres da Rua 23), a encenação mergulha na jornada da protagonista que desafia a lei do Estado para honrar o luto, o afeto e sua própria justiça íntima, provocando reflexões urgentes sobre o que é realmente justo e quem detém o poder em um mundo dividido.

A recepção calorosa do público na primeira temporada chancelou a potência do espetáculo, que atraiu centenas de espectadores diariamente. O elenco de sete atores conta com o premiado ator Fábyo Rolywer (Diário de um Louco; Se A Memória Não Me Falha), ao lado de Augusto Alberton, Glória Barão, Hagna Ferreira, Jessica Navarro, Kauê Marquetti e Lídia Oliveira. A estética visual transita entre o arcaico e o moderno, assinada por Cristian Nilton Wildner e Lua Blomster (cenografia), Cristina Rosa (figurinos) e Everson Silva (iluminação). A atmosfera de tensão é intensificada pela sonoplastia ao vivo concebida por Lucca Mascarenhas.

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