Assessoria – A segurança é um dos principais critérios na escolha de imóveis comerciais por empresas e investidores. Além de proteger pessoas e patrimônios, investimentos em sistemas de segurança influenciam diretamente a valorização dos empreendimentos, a ocupação dos espaços e até os custos operacionais das empresas instaladas.
Para o especialista em imóveis comerciais Sergio Zimmermann, diretor executivo da Estruturar Imóveis Comerciais, a decisão sobre onde instalar uma operação está diretamente ligada à capacidade do imóvel de oferecer um ambiente seguro para colaboradores e clientes estratégicos.
“A segurança é fundamental porque protege, ao mesmo tempo, pessoas, patrimônio e a própria continuidade do negócio. O imóvel comercial abriga funcionários, clientes, equipamentos e, muitas vezes, dados e ativos sensíveis. Por isso, esse fator passou a ter peso relevante na decisão de empresas e investidores”, afirma.
Embora a segurança patrimonial seja um tema central para o mercado, Zimmermann destaca que o maior desafio enfrentado atualmente pelos empreendimentos comerciais brasileiros está no cenário econômico. Segundo ele, o elevado custo do capital tem dificultado tanto a expansão de novos projetos quanto a operação das empresas.
“O principal risco enfrentado hoje é o custo do capital. Com a taxa Selic nos níveis atuais, o dinheiro ficou muito mais caro, penalizando quem desenvolve empreendimentos comerciais e também quem atua no varejo. Soma-se a isso o aumento da inadimplência e do endividamento, tanto das famílias quanto das empresas, o que impacta diretamente o ambiente de negócios”, explica.
Segurança gera retorno financeiro
Na avaliação do especialista, investir em segurança vai muito além de transmitir sensação de proteção. Sistemas completos com monitoramento por câmeras (CFTV), controle de acesso e vigilância 24 horas, contribuem para reduzir riscos operacionais e aumentar a competitividade do imóvel no mercado.
“Um empreendimento com estrutura de segurança bem planejada reduz a probabilidade de furtos, invasões e paralisação das operações. Além disso, tende a apresentar maior taxa de ocupação e melhores valores de locação, já que muitas empresas utilizam esse critério na escolha de novos pontos comerciais”, acrescenta o especialista.
Outro benefício está na redução dos custos com seguros patrimoniais. “Como o valor das apólices está diretamente relacionado ao histórico de sinistros da região e do empreendimento, imóveis mais seguros costumam apresentar custos menores de seguro, gerando economia para proprietários e ocupantes”, destaca Sergio Zimmermann.
Cenário de Curitiba exige atenção
Em Curitiba, a percepção sobre segurança também influencia o mercado imobiliário comercial. De acordo com Zimmermann, apesar dos esforços recentes das autoridades, os indicadores ainda preocupam investidores em algumas regiões da cidade.
“A segurança em Curitiba piorou nos últimos anos, com aumento das ocorrências registradas pela Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná. O Centro concentra o maior número de crimes contra o patrimônio, como furtos e estelionatos, enquanto bairros das regiões Sul e Oeste, como CIC, Sítio Cercado, Tatuquara e Cajuru, registram índices mais elevados de crimes violentos”, observa.
Para fortalecer a confiança dos investidores, o especialista acredita que o foco deve estar especialmente no combate aos crimes patrimoniais. “Curitiba já apresenta avanços na redução dos crimes violentos, mas ainda é necessário enfrentar de forma mais efetiva os furtos, os golpes e os crimes digitais, que impactam diretamente a percepção de segurança dos investidores. Também é importante ampliar as ações nas regiões periféricas e comunicar à população e ao mercado os resultados obtidos pelas políticas públicas”, conclui.
