sexta-feira, 15 maio, 2026
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Vorcaro, Flávio, Moro e os efeitos da “bomba” da semana

Se no cenário nacional, o Partido dos Trabalhadores vai explorar cada vez mais a imagem de Flávio Bolsonaro em Daniel Vorcaro, chamando o caso de BolsoMaster, no Paraná o PT vai colar em Sérgio Moro investigados ou denunciados pela maior fraude bancária da história do Brasil.

A estratégia é dizer que o candidato ao governo do Paraná não combate de verdade a corrupção e ainda se aliou a suspeitos de falcatruas. “Moro não enxerga ou passa pano quando seus aliados são alvo de denúncias”, disse um petista do alto escalão do Paraná.

Um exemplo disso é o silêncio que Sérgio Moro se impôs após vir à tona os áudios de Flávio Bolsonaro cobrando Vorcaro. “Moro criticou Lula por tirar imposto sobre a taxa das blusinhas, mas se calou no episódio greve que envolve seu aliado”, reparou outro petista.

Nas redes sociais, os petistas recordam os aliados de Moro envolvidos em denúncias. O primeiro, Ciro Nogueira, que é suspeito de receber mesada de Vorcaro. Tem também Filipi Barros, pré-candidato ao senado da chapa de Moro, e que apresentou proposta semelhante à de Nogueira na Câmara dos Deputados. Isso sem mencionar que Moro virou “amigo” de Valdemar da Costa Neto, político condenado por corrupção.

Para os petistas, Moro não tem nada de lutador contra a corrupção desde a época do Banestado, quando beneficiou o doleiro Alberto Youssef.

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Em tempo, segundo informa o atento colunista Agenor Mendes Pedreira, do HOJEPR, o senador Sergio Moro levou mais de 24 horas para romper o silêncio sobre o caso Flávio Bolsonaro-Daniel Vorcaro. “Quando finalmente falou, parecia aquele aluno que esqueceu de estudar, abriu a prova, escreveu o nome e começou a enrolar sobre qualquer outro assunto”.

“Flávio Bolsonaro apresentou suas explicações sobre o episódio.”

“E assim, o senador que já foi símbolo nacional do combate à corrupção entregou ao país uma nota que parece assessoria de condomínio tentando explicar sumiço de bicicleta na garagem: O morador já apresentou esclarecimentos e aproveitamos para lembrar que é proibido alimentar os pombos”, cravou Agenor.

Crítica de Zema a Flávio abre crise entre Novo e PL

Romeu Zema. Crédito: Luiz Ivo

Blog Politicamente – Se a divulgação do aúdio de Flávio Bolsonaro (PL) com o banqueiro Daniel Vorcaro caiu como uma bomba entre os aliados do filho 01 de Jair Bolsonaro, dentro do Partido Novo o clima é semelhante após as críticas desferidas por Romeu Zema. Horas depois que os diálogos vieram à tona, Zema postou um vídeo nas redes sociais considerando “imperdoável, um tapa na cara dos brasileiros de bem” a ligação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro. A reação foi criticada pela Direita.

O clima entre Romeu Zema e PL azedou e a possiblidade de uma composição eleitoral é tida hoje como bastante improvável. Com a crise instalada, algumas alas do Partido Novo saíram em defesa de um rompimento com o partido de Flávio.

No Paraná, o diretório estadual do PL ainda não se manifestou. O presidente, Filipe Barros, apenas repostou a postagem de Flávio Bolsonaro comentando a divulgação do diálogo — em que defende a instalação da CPI do Master e afirma que, ao conversa rom Vorcaro, buscou um patrocínio privado para o filme que conta a história de Jair Bolsonaro.

Por sua vez, o Partido Novo do Paraná foi quem se manifestou. Lucas Santos, presidente do diretório, divulgou uma nota que vai no sentido contrário de Romeu Zema — pré-candidato presidencial do partido. Enquanto Zema considerou imperdoável a relação de Flávio com Vorcaro, o Novo do Paraná considerou que o ex-governador mineiro se precipitou ao se manifestar sobre os diálogos.

E Ratinho Junior?

Ainda segundo o Politicamente, quem observa com bastante atenção o desdobramento da crise instalada entre Novo e PL é o governador Ratinho Junior. O rompimento entre as legendas cairia com uma luva na estratégia palaciana para afastar o Novo do PL.

Isso, sem dúvida, impactaria a pré-candidatura de Sergio Moro e traria novamente o Novo para a trincheira do PSD. O Novo paranaense, no entanto, deixa bastante claro que quer se manter ao lado do ex-juiz da Lava Jato no pleito de outubro.

Guto Silva almoça com Alexandre Curi

Blog Politicamente – Depois de se encontrar com Ratinho Junior e aparar algumas arestas, não todas, Guto Silva foi em busca de Alexandre Curi. No início desta semana, os dois almoçaram num restaurante em Curitiba para suavizar conflitos deflagrados no período que antecedeu a escolha do governador pelo nome de Sandro Alex.

Em linhas gerais, Guto queria saber se da parte do presidente da Assembleia havia algum óbice sobre a intenção dele de disputar o Senado. Ouviu, sob o olhar atento do deputado Moacyr Fadel (foto), que testemunhou o encontro, que não há qualquer obstáculo do projeto político desenhado por Guto Silva. Curi só afirmou que esta questão deve ser dirimida dentro do PSD.

Guto e Curi eram os dois principais nomes dentro do partido de Ratinho que buscavam a benção do governador para disputar o governo na eleição de outubro. Guto Silva, ex-secretário das Cidades, com passagem pelo Planejamento e também pela Casa Civil no governo Ratinho Junior, acredita ter legitimidade para ser o segundo candidato na eleição para a Câmara Alta.

Péssima notícia para Cristina Graeml, que embarcou na canoa do PSD, tendo que até hoje dar explicações ao seu eleitor, para ocupar justamente este espaço.

Faltou combinar com os russos…

O problema é que este projeto político de Guto não foi avalizado por Ratinho. Pelo menos não por enquanto. A pré-candidatura ao Senado chegou a ser comentada no primeiro encontro entre eles depois da escolha de Sandro Alex. Conta uma boa fonte do Politicamente que Guto chegou a mencionar a intenção de disputar o Senado, mas Ratinho não deu muito espaço para o assunto desdobrar. Ainda se recuperando da mágoa por ter sido preterido, Guto Silva não esperou o sinal verde de Ratinho e colocou o bloco na rua. Em entrevistas à imprensa, já fala como pré-candidato do PSD ao Senado Federal.

Resta saber se Guto será novamente preterido — assim como foi para o Governo do Estado e também em 2022, quando chegou a se filiar ao PP para disputar o Senado, projeto que acabou naufragando. Alguns palacianos ouvidos pelo Politicamente acreditam que quando o período de convenções partidárias chegar, Guto Silva vai poder pedir música no Fantástico.

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