sexta-feira, 8 maio, 2026
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Dieta do curitibano: frio e excessos pesam no fígado e vesícula

Assessoria – Quando as temperaturas caem, refeições mais pesadas costumam ganhar espaço: churrasco, carnes gordurosas, massas, queijos, caldos, embutidos e pratos quentes passam a aparecer com mais frequência na rotina. Em Curitiba, onde o inverno favorece esse tipo de consumo, o alerta não está em uma refeição isolada, mas na repetição de hábitos que podem repercutir na saúde digestiva.

O dado local reforça a preocupação. Segundo o Vigitel Brasil 2006-2024, do Ministério da Saúde, 28% dos adultos de Curitiba relataram ter consumido cinco ou mais grupos de alimentos ultraprocessados no dia anterior à entrevista. Entre os homens, o percentual chegou a 31,9%.

No cenário nacional, o mesmo levantamento mostra que o excesso de peso nas capitais passou de 42,6% para 62,6% entre 2006 e 2024, enquanto a obesidade subiu de 11,8% para 25,7%.

Segundo o cirurgião do aparelho digestivo do Hospital VITA Batel, Flávio Panegalli Filho, o dado ajuda a contextualizar um problema frequente nos consultórios: a relação entre rotina alimentar, fatores metabólicos e alterações no fígado e na vesícula. “Refeições muito gordurosas podem desencadear sintomas em quem já tem alteração na vesícula, enquanto excesso de peso, diabetes, colesterol alto, triglicerídeos elevados e sedentarismo aumentam o risco de acúmulo de gordura no fígado. São condições diferentes, mas ambas têm relação com hábitos mantidos ao longo do tempo”, explica.

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