quarta-feira, 1 abril, 2026
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Os caminhos para a independência financeira das mulheres

Assessoria – Economia relacional, psicologia financeira e estratégias práticas foram as abordagens da economista, escritora e especialista em finanças Francine Mendes, autora do livro “Mulheres que  Lucram”, em encontro do WTC Woman, grupo de negócios do World Trade Center Curitiba. O evento realizado no Conciérge do Shopping Pátio Batel reuniu cerca de 50 associadas e convidadas, entre executivas, empresárias e profissionais liberais, em torno de uma questão sensível: quais são os padrões culturais que afastam as mulheres da prosperidade?

Com base em sua experiência ensinando administração de recursos desde a infância, Francine alerta para o fato de que, historicamente, as mulheres controlam apenas 30% do dinheiro mundial, ficando vulneráveis em crises familiares ou profissionais, sendo urgente, portanto, a educação financeira feminina, construindo hábitos que transformem vulnerabilidade em poder.

“Mulheres, muitas vezes, não têm conhecimento sobre os recursos, o que as deixa expostas em divórcios ou no desemprego”, observou. Ela observa que a educação tradiciona afasta as mulheres do dinheiro por associá-lo à “ganância”.

Enquanto homens são educados a “gostar de dinheiro”, as mulheres costumam buscar “segurança”, o que as leva a escolhas ruins: casar por conveniência, permanecer em relações tóxicas ou temer pedir aumento de salário. “Com isso, 70% do dinheiro estão nas contas dos homens. Isso não é coincidência, é educação falha”, pontua.

Autonomia e independência

Francine Mendes alerta para uma questão crucial: a segurança que as mulheres procuram só pode ser obtida por meio da autonomia e da independência financeira. Sem isso, até sendo rica você será vulnerável”, aconselha. Para alcançá-la, ela propõe um método desenvolvido em seu livro, dividindo finanças em três categorias essenciais, em que já propõe opções que considera seguras e rentáveis para investimento:

  1. Dinheiro para Autopreservação (essenciais: aluguel, escola): Invista em liquidez diária, como Tesouro Selic ou CDBs de bancos sólidos. “É sua rede de segurança imediata.”
  2. Dinheiro para Experiências (viagens, compras que geram sabedoria): Médio prazo (CDBs ou títulos de 5 anos). “Aqui o juro composto dobra seu patrimônio, financiando uma vida plena.”
  3. Dinheiro para Comprar Tempo (aposentadoria): Longo prazo (títulos públicos como Tesouro IPCA). “Multiplique para não vender convicções na velhice.”

Amar as coisas certas e conselhos práticos

“Não implementamos estratégias porque amamos as coisas erradas”, disse, citando C.S. Lewis e Santo Agostinho para dar alguns conselhos práticos. “Ordene amores por prioridade, veja dinheiro como meio. E adote algumas boas práticas: apaixone-se pelo juro composto, contrate seguros (essencial para mães), invista no INSS (mesmo com o teto baixo cobre despesas essenciais) e prefira títulos públicos a fundos, evitando taxas. Monte um fluxo de caixa cedo e pense na aposentadoria agora.”

Por fim, Francine falou sobre o que considera a “decisão mais importante da vida de uma mulher”: escolher bem as relações profissionais e pessoais. “E sorriam: isso afasta gente chata e empodera!”

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