Assessoria e redação – A festa de abertura da 34ª edição do Festival de Curitiba aconteceu nesta segunda-feira, 30, na Pedreira Paulo Leminski, ao som da batucada das escolas de samba do grupo especial de Rio de Janeiro, sob a batuta do “professor” Milton Cunha. O Mural do Paraná esteve na festa e traz fotos exclusivas feitas pelo nosso fotógrafo parceiro Rodrigo Félix Leal.

A aula-show “Samba: as escolas e suas narrativas” foi criada pelo carnavalesco mais carismático do país especialmente para o Festival, e contou com a participação de representantes de 14 agremiações cariocas – incluindo Mestre Ciça, o lendário regente de bateria que foi o tema do enredo que deu para a Unidos de Viradouro o título do último carnaval do Rio de Janeiro.

Na abertura, uma saudação ao Povo da Rua, os Exus e Pomba-Giras que abrem alas, protegem caminhos e guardam as Escolas de Samba. E nada melhor do que Demerson D’alvaro, que viveu Exu na Sapucaí pela Grande Rio em 2022, ano da vitória da escola pelo Samba-Enredo “Fala, Majeté! Sete Chaves de Exu”.

De acordo com Milton Cunha, em declaração na coletiva de imprensa, as entidades carnavalescas desenvolveram um formato para contar histórias único no mundo. As únicas manifestações que guardam alguma similaridade seriam as procissões religiosas, as entradas régias (desfiles organizados por ocasião do nascimento ou morte de monarcas europeus) e as festas da colheita da uva feitas na Grécia Antiga, em honra de Dionísio, o deus do vinho. “Parente tem, mas como estrutura narrativa as escolas de samba são as primeiras e únicas.”

Elas começaram a ser organizadas em 1928, nos morros cariocas, tendo como norte e guia a batida sincopada do samba, para fazer um contraponto ao carnaval à beira-mar, onde se dançava a polca europeia – e que Milton gosta de chamar de “carnaval dos cheirosos”.

Mais de três mil pessoas acompanharam a cerimônia de abertura, conduzida pelos MCs Fernanda Fuchs e Diogo Verardi, que fazem sucesso na internet com as esquetes de “Malhassaum”.










