AEN-PR – A programação de shows do Verão Maior Paraná chegou ao fim neste domingo (08) após reunir 2,56 milhões de pessoas no Litoral do Paraná. É o maior público da história do festival, que começou em 2020 e chegou a 2026 em sua 5ª edição. Foram 38 apresentações gratuitas durante cinco finais de semana com uma mistura de gêneros musicais dividindo o palco, inclusive com atrações internacionais pela primeira vez.
O público deste ano é maior que a população de Curitiba, que conta com 1,8 milhão de pessoas, de acordo com a estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É também a soma da capital paranaense com as populações de São José dos Pinhais, Colombo e Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana da Capital, que juntas contam com 2,57 milhões de habitantes.
O número da edição de 2026 é equivalente também a pouco mais de quatro vezes a população de Londrina, na região Norte, segunda cidade mais populosa do Paraná, com 581 mil pessoas. É do tamanho da população de Fortaleza (2,6 milhões) ou de Belo Horizonte (2,4 milhões), quase igual ao do Distrito Federal (2,9 milhões) e um quinto da população da cidade de São Paulo (11,9 milhões).
A grandiosidade do Verão Maior Paraná decorre de diversos fatores, como investimento pesado em infraestrutura urbana no litoral paranaense, programação de shows diversificada, eventos esportivos nacionais e internacionais e opções de lazer para moradores, turistas e veranistas que escolheram o Estado para passar as férias de verão.
Recorde de público

Em 2026, todos os recordes de público das edições anteriores foram batidos. Matinhos respondeu por 88% dos 2,56 milhões de público, com 2,26 milhões, e aumentou em 53% em relação a 2025, quando foram 1,47 milhão. Com grandes atrações e um palco montado na faixa de areia, foram 20 shows durante a temporada e, entre eles, o maior evento musical da história do Paraná. O DJ Alok reuniu 338 mil pessoas no primeiro dia do festival, dobrando o recorde do Verão Maior Paraná de até então, de Luan Santana, em 2025, com 164 mil.
Dos 20 shows na cidade, 15 tiveram público superior a 100 mil pessoas, sendo que três com mais de 200 mil. Gusttavo Lima cantou em um fim de tarde de domingo para 265 mil, enquanto que Ana Castela levou para Caiobá 228 mil pessoas. Os primeiros shows internacionais da história do Verão Maior Paraná também foram sucesso. A rumba catalã de Gipsy Kings by Andre Reyes reuniu 105 mil pessoas, enquanto que o reggae jamaicano de Inner Circle contou com uma plateia de 153 mil.
Em Pontal do Paraná, os números também foram expressivos. Foram 304 mil pessoas que assistiram a 18 shows (dois tiveram de ser cancelados devido ao mau tempo). A dobradinha Raça Negra e Roberta Miranda igualou o recorde do palco, de 42 mil pessoas, marca antes alcançada apenas por É o Tchan, em 2024. É como se a Arena da Baixada, estádio do Athletico Paranaense, estivesse lotado para uma partida. Ou então praticamente duas vezes a capacidade máxima da Pedreira Paulo Leminski, um dos principais palcos de Curitiba, que gira em torno de 20 mil pessoas.
O grande público em Pontal do Paraná teve outro aspecto importante. Todos os dias de shows registraram, no mínimo, 30 mil pessoas. Gustavo Mioto e Jiraya Uai (36 mil); Murilo Huff e Léo & Raphael (35 mil); Atitude 67 e Kamisa 10 (34 mil); Dilsinho, Luiz Cláudio & Giuliano, Israel & Rodolffo, Bruno & Denner, Gian & Giovani e Teodoro & Sampaio (32 mil a cada dia de show); Luan Pereira e Country Beat (31 mil); e Diego & Arnaldo e Paralamas do Sucesso (30 mil), todos bateram a edição de 2025, quando apenas Rio Negro & Solimões chegaram a marca de 30 mil de público.
Evento consolidado
Para o governador Ratinho Junior, o Paraná consolidou o Verão Maior como principal festival de verão gratuito do Brasil. “É uma satisfação muito grande realizarmos um evento deste tamnho sem problemas no nosso Litoral, com segurança para a nossa população e uma série de atrações que mostram que, quando se investe em infraestrutura urbana, o retorno vem”, ressaltou. “Os números desta edição comprovam isso.”
“É uma operação de fomento à economia. A ideia era criar emprego, renda e desenvolvimento. O Governo do Estado investiu mais de R$ 3 bilhões em diversas ações no Litoral para atender quem vive aqui, mas também os turistas que vêm conhecer as nossas belezas. Criamos uma marca que hoje é conhecida em todo o Brasil e que projetou as nossas praias para outro patamar”, acrescentou.
