segunda-feira, 9 fevereiro, 2026
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Luxo também se planeja: cuidados em uma grande mudança

Entre Espaços por Sumi Costa – O mercado de imóveis de luxo vive um período de forte aquecimento no Brasil, com crescimento acima da média do setor imobiliário. Impulsionado pela busca por conforto, segurança, infraestrutura completa e qualidade de vida, o segmento de alto padrão já representa uma fatia relevante do Valor Geral de Vendas (VGV) nacional e segue em expansão, especialmente nas capitais e regiões metropolitanas.

Com esse avanço, ganham destaque etapas que vão além da compra do imóvel, como o processo de mudança — que envolve bens de alto valor, logística diferenciada e prazos mais rigorosos. Segundo a personal organizer e consultora imobiliária Adriana Moura, o planejamento é decisivo para garantir uma transição tranquila. “Uma mudança sem estresse começa muito antes do caminhão chegar. Inventariar os itens, definir o que será levado, organizar por categorias e estabelecer um cronograma claro são passos fundamentais”, explica.

A especialista também recomenda a contratação de empresas especializadas, o uso de embalagens adequadas para itens sensíveis e a separação de objetos essenciais para os primeiros dias, além de definir previamente o layout do novo imóvel. “Imóveis de alto padrão exigem cuidados específicos. Quando a mudança é tratada como um projeto, com planejamento e organização, ela deixa de ser um problema e passa a integrar uma experiência positiva”, conclui.

Depois do Carnaval, um respiro: o branco suave que define 2026

Projeto GT Building

Como dizem que o ano começa depois do Carnaval, é hora de pensar nas cores para novos projetos, decoração e ambientes. O calendário simbólico de 2026 ganha um tom de recomeço à altura do momento. A Pantone anunciou a Cloud Dancer (PANTONE 11-4201) como a cor do ano — e, pela primeira vez em 26 anos, um branco ocupa o posto mais emblemático da paleta global. Definido como um “branco leve, equilibrado e carregado de serenidade”, o tom traduz o desejo coletivo por calma, clareza e simplicidade em meio a uma rotina cada vez mais acelerada e saturada de estímulos.

Na decoração, o Cloud Dancer se destaca pela versatilidade e pela capacidade de transformar os ambientes. Funciona como uma base neutra que amplia visualmente os espaços, valoriza a luz natural e cria a sensação de renovação — quase como uma tela em branco pronta para receber composições elegantes e atemporais. Segundo Fabio Lima, coordenador de projetos da GT Building, o segredo está no uso consciente da cor. “Ela pode ser aplicada em paredes, tetos ou grandes móveis, desde que venha acompanhada de texturas, materiais naturais e contrastes suaves, evitando um resultado frio ou impessoal”, explica.

Madeiras claras, fibras naturais, linho, palha e pedras neutras são aliados ideais do Cloud Dancer, assim como tons terrosos e nuances quentes que ajudam a trazer aconchego. A cor também funciona muito bem em detalhes — como roupas de cama, almofadas, cortinas e tapetes — permitindo atualizar os ambientes sem grandes intervenções. “Mais do que uma tendência cromática, o Cloud Dancer reflete uma busca por equilíbrio e reconexão com o essencial. É um verdadeiro respiro visual, que convida à desaceleração, ao bem-estar e à criação de espaços mais serenos”, finaliza Fabio.

Araucária no centro do projeto

Por muito tempo vista como entrave à construção civil por sua proteção legal, a araucária, espécie símbolo da Mata Atlântica e do Paraná, ganhou novo significado na arquitetura contemporânea. Em vez de obstáculo, passou a ser reconhecida como elemento-chave de projetos que valorizam a paisagem original e propõem uma relação mais equilibrada entre cidade e natureza. Em Curitiba, esse olhar renovado se reflete em empreendimentos que integram a árvore ao conceito arquitetônico desde a origem.

Um exemplo é o Kóra, residencial das incorporadoras AGL e ALTMA, em construção no bairro Portão. No projeto, a araucária existente no terreno se tornou protagonista do Refúgio da Araucária, um espaço de convivência pensado como refúgio urbano. Inspirado na gralha-azul — ave dispersora do pinhão e símbolo de vida em comunidade —, o empreendimento aposta em paisagismo regenerativo, com espécies nativas, áreas de lazer ao ar livre e soluções sustentáveis que vão além da mitigação de impactos. A proposta traduz a biofilia no cotidiano e reforça uma nova etapa do ESG na construção civil: aquela que busca regenerar, educar e reconectar.

Pautas e contatos colunaentreespacos@gmail.com

*Formada em Relações Públicas e Jornalismo pela UFPR, Sumi Costa atua em Assessoria de Imprensa desde 1997. Com trajetória consolidada na comunicação institucional e produção de conteúdo, assina esta coluna voltada a projetos criativos, novos produtos, tendências do morar e os bastidores do setor imobiliário.

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