Esta semana, a coluna Mural Político repercute alguns dos últimos fatos relacionados ao senador Sérgio Moro (União), pré-candidato ao governo do Paraná.
Segundo informou o Plural, o líder do PP no Paraná, deputado federal Ricardo Barros, voltou a criticar a postura de Moro. Para o líder do clã Barros, o senador “não tem se empenhado em atrair pessoas” e que seu apoio foi vetado pelas lideranças regionais do PP. Em dezembro, União Brasil e PP solicitaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o registro de uma federação para disputarem juntos as eleições.
Ricardo Barros disse que a tendência é que o PP apoie o candidato do PSD do governador Ratinho Júnior, que ainda não foi definido, ou lance uma candidatura própria. Entre os quadros do partido estão a ex-governadora Cida Borghetti e o ex-prefeito de Londrina Marcelo Belinati. Mas ele não descartou a tentativa de atrair o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, um dos três nomes do PSD cogitados para a disputa pelo Palácio Iguaçu – os outros são o secretário das Cidades, Guto Silva, e o presidente da Assembleia, deputado Alexandre Curi.
“Belinati tem interesse. A Cida aceita o desafio, mas ela não está buscando essa posição. Pode ser uma filiação do Rafael Greca, que é um movimento que tem grande adesão no partido. Pode-se apoiar o candidato do Ratinho Júnior também, depende da escolha que ele fizer”, disse Barros em entrevista na abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa do Paraná, na segunda-feira (2)”. Ele confirmou que há conversas entre o PP e Rafael Greca.
Para Barros, caso Moro não conquiste o apoio do PP, terá que procurar outro partido. “A posição da Executiva está mantida. Não há fato novo. Ele (Moro) sabe que não será candidato se não conquistar o apoio dos progressistas. Ele foi para o Japão, né? Quando voltar do Japão, deve procurar conquistar o apoio dos progressistas, ou vai procurar outro partido”.
Tony Garcia e as investigações da 13ª Vara Federal

Ainda sobre Sergio Moro (e seu inferno astral), a colunista Daniela Lima do UOL publicou no início da semana que vídeos gravados pela Justiça Federal mostram um ex-colaborador da 13ª Vara Federal de Curitiba dizendo, diante de uma juíza, que ele atuava não como delator, mas como “informante” do ex-juiz Moro.
Na gravação, ele afirma ainda que tinha, como delator, autonomia para pedir que pessoas de interesse da investigação fossem grampeadas pelo então juiz. A cena se soma a uma série de acusações de abuso e negligência da Justiça Federal local em relação à atuação de Moro.
O senador é alvo de apuração no Supremo Tribunal Federal por, supostamente, ter usado delatores para alcançar alvos que, juridicamente, estariam fora do alcance dele na Justiça Federal. O ex-juiz tornou-se parlamentar em 2023.
Da última vez em que Moro foi procurado pela coluna de Daniela Lima para falar sobre o assunto, o ex-juiz e hoje senador afirmou que “a investigação em curso no Supremo Tribunal Federal é baseada em relatos fantasiosos do criminoso condenado Tony Garcia. A colaboração deste criminoso com o Ministério Público e a Justiça Federal remonta aos anos de 2004 e 2005, tendo então se encerrado. Não é possível comentar qualquer material do inquérito, já que não tive acesso aos autos”.
Nas gravações, o ex-deputado estadual Tony Garcia fala com a juíza Gabriela Hardt, que sucedeu Moro na 13ª Vara, e denuncia o que considera abusos diante de sua atuação. Confira a coluna completa no UOL.
Para entender melhor o caso de Moro, e suas possíveis ligações com a repercussão que vem tendo na mídia o caso do Banco Master e o ministro Dias Toffoli, assista este corte do canal Meteoro Brasil.
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Diante da falta de apoio regional em seu próprio partido, e do avanço das investigações sobre sua atuação como juiz (ainda que divulgadas apenas pela imprensa especializada), fica o questionamento: terá Sergio Moro condições de manter sua candidatura ao Palácio Iguaçu? A conferir.

Guto, Curi e Greca: a saga continua
Nos corredores do Iguaçu, segue em alta a dúvida sobre quem será o candidato do PSD à sucessão de Ratinho Junior. Alexandre Curi conta com a força do sobrenome pelo interior do Estado, e de seus múltiplos mandatos como deputado estadual, em especial nos últimos anos, presidindo a Assembleia; mas tem baixo carisma eleitoral, segundo a “rádio-corredor”. Já Guto Silva é o favorito da família Massa (Ratinhos pai e filho), tem trajetória política parecida com a do governador, foi deputado, vem do Sudoeste e comanda a poderosa Secretaria das Cidades; mas enfrenta o baixo (re)conhecimento do eleitor.
E Rafael Greca, atual secretário estadual e ex-prefeito da capital, angaria os votos do complexo eleitorado curitibano, mantendo alta sua popularidade após três mandatos à frente do Palácio 29 de Março. Em suas redes sociais, está em franca pré-campanha ao Iguaçu. Por um lado, Greca poderia compor a chapa “puro sangue” do PSD, tendo como cabeça de chapa Curi ou Guto. Por outro, conforme falado anteriormente, poderia migrar para a federação PP/União e ser candidato por conta própria. Afinal, Greca sempre se deu bem com o clã Barros – ao contrário de Moro.
E para apimentar ainda mais esse quadro, circulam boatos (com fotos) de que Alexandre Curi teria se reunido recentemente com a ministra Gleisi Hoffmann em um escritório político de Gleisi. Falaremos mais disso na próxima coluna.
Por enquanto, o quadro eleitoral no Paraná é tão certo quanto as nuvens no céu…

A luz de alerta se acende ainda por outro fator: seja quem for o candidato de Ratinho Junior, diante de uma possível disputa ao Palácio do Planalto, ele não terá tempo hábil de percorrer o estado nos comícios e eventos de campanha com seu sucessor. Nesse caso, a vantagem de Curi seria maior em relação a Guto, o que já revelam as primeiras pesquisas de intenção de voto. Confira a mais recente Paraná Pesquisas (22 de janeiro):
Com Alexandre Curi
- Sergio Moro (União Brasil): 40,0%
- Alvaro Dias (MDB): 18,8%
- Requião Filho (PDT): 18,6%
- Alexandre Curi (PSD): 10,6%
Com Guto Silva
- Sergio Moro (União Brasil): 41,6%
- Alvaro Dias (MDB): 19,7%
- Requião Filho (PDT): 19,5%
- Guto Silva (PSD): 5,7%
Com Rafael Greca
- Sergio Moro (União): 37,8%
- Alvaro Dias (MDB): 17,5%
- Rafael Greca (PSD): 17,5%
- Requião Filho (PDT): 16,5%
PT já vê Ratinho Jr. como presidenciável
Assessoria PT – O impasse na escolha de um candidato do PSD ao Palácio do Planalto acontece apenas nos embates internos. Porque, para o PT, o nome a ser escolhido é do governador do Paraná, Ratinho Junior.
Tanto que as redes do partido já organizam conteúdos e estratégias para diferenciar Ratinho do Governo Lula. Em Ratinho Jr., para os petistas, será colada a pecha de “privatista, protetor dos ricos, antiambientalista e defensor de golpistas”.
Projeto prevê criação de diretrizes para internação humanizada de pessoas em situação de rua com transtornos mentais no PR

Alep – O deputado estadual Ney Leprevost protocolou, no primeiro dia de sessões plenárias de 2026 da Assembleia Legislativa do Paraná, um projeto que estabelece diretrizes para a internação humanizada, nas modalidades involuntária e compulsória, de pessoas em situação de rua com transtornos mentais ou dependência química. A proposta também institui um marco estadual de cooperação entre o Estado e os municípios para o atendimento dessa população.
Ao todo, o parlamentar apresentou dez projetos de lei abrangendo áreas como saúde, assistência social, direitos do consumidor, cultura, educação e inclusão. Entre eles, está a proposta que veda a instalação de camarotes e espaços exclusivos destinados a autoridades em eventos artísticos patrocinados integralmente pelo poder público.
Maria Victoria propõe Estatuto da Pessoa com Doença Rara

Alep – A deputada estadual Maria Victoria (PP) protocolou nessa semana a minuta do Estatuto da Pessoa com Doença Rara (PL 37/2026). A proposta reúne princípios para acelerar diagnósticos, garantir tratamento adequado, assegurar inclusão e fortalecer os direitos de quem tem doença rara.
A deputada explica que o texto tem o objetivo de auxiliar na efetivação de políticas públicas no Paraná voltadas às pessoas com doenças raras e suas famílias, com foco em dignidade, cidadania e inclusão social. “O Estatuto busca organizar a legislação para assegurar e promover acesso aos tratamentos adequados, diagnóstico precoce e o exercício de direitos fundamentais. O Estatuto promove equidade reconhecendo a necessidade de uma atenção especial e diferenciada às pessoas com doenças raras”, afirma.
