quinta-feira, 22 janeiro, 2026
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Vitória das corretoras: mães têm isenção de anuidade

Assessoria – A Rede Una Imóveis Conectados celebra um passo histórico na valorização da mulher no mercado de trabalho. Com a aprovação da Resolução-COFECI nº 1.555/2025 o mercado imobiliário vivencia uma transformação inédita. Corretoras de imóveis que se tornarem mães, seja por via biológica ou pelo caminho da adoção, agora têm direito à isenção integral da anuidade cobrada pelo conselho.

Para Elza Rocha Loures, presidente da Rede Una, a resolução ultrapassa a questão financeira. “Vejo esse benefício não apenas como uma isenção de taxa, mas como um reconhecimento institucional do papel da mulher na economia e na estrutura familiar. No mercado imobiliário, que historicamente foi muito masculino, essa resolução é um marco de sensibilidade e justiça social”, afirma a presidente, eleita no final do ano passado.

Por que isso importa?

Andréa Baggio, Fátima Galvão, Marília Gonzaga, Izabel Maestrelli e Isabelle Schiavon, com a presidente Elza Rocha Loures. Crédito: Raquel Lima

A defesa dessa pauta pela Rede Una não é por acaso. A presença feminina no setor cresceu 144% na última década. Dados do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI) indicam que, dos mais de 650 mil corretores registrados no País, 40% são mulheres.

O Brasil registra anualmente cerca de 2,5 milhões de nascimentos, de acordo com dados do Registro Civil/IBGE relativos a 2023/24. Além disso, o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) contabiliza uma média anual de três a quatro mil adoções formalizadas no país. “Apoiar as mulheres nesse momento é garantir que a pausa para a maternidade não seja um castigo financeiro, mas um direito respeitado pelo conselho que as representa. Hoje somos o único órgão nacional a tomar essa atitude”, afirma Elza.

Impacto financeiro direto

A presidente da Rede Una alerta que o custo fixo é um dos principais fatores de evasão profissional no pós-parto. A isenção remove esse peso justamente quando as despesas familiares aumentam. Considerando o exercício fiscal de 2026, o valor base da anuidade gira em torno de R$918,00, valor que pode variar de acordo com a região.

Ao garantir o benefício, o COFECI assegura que esse valor possa ser revertido para os cuidados com a criança, incentivando a profissional a manter seu registro ativo.

“Quando o conselho oferece esse suporte, reconhece que o puerpério e a adaptação materna são momentos em que a profissional está impossibilitada de exercer sua produtividade máxima. Muitas mulheres abandonam a carreira após a maternidade devido aos custos fixos para manter o registro sem uma renda garantida. A isenção facilita a permanência e o retorno dessa mulher ao mercado”, complementa a presidente da Rede Una.

A norma também prevê a extensão do direito ao cônjuge corretor que assumir a guarda legal em caso de falecimento da mãe do bebê e estabelece que, para casais de corretores com a mesma identidade de gênero, a isenção será concedida a apenas um dos membros.

Prazos e documentação

O requerimento deve ser protocolado em até 120 dias após o nascimento ou a data da adoção. Pedidos feitos após esse prazo serão indeferidos. A solicitação deve ser protocolada junto ao CRECI-PR (ou regional correspondente), anexando o requerimento padrão do COFECI, certidão de nascimento da criança ou termo de adoção e documentos complementares exigidos pela regional (como RG ou CPF).

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