quinta-feira, 15 janeiro, 2026
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PR é líder na adoção de energia solar nas granjas da Seara

Assessoria – O Paraná ocupa posição de liderança na transição energética das granjas integradas à Seara, da JBS, com 82% das propriedades operando com energia solar. O desempenho consolida o estado como referência no uso de soluções sustentáveis no agronegócio e reforça a adoção de práticas que unem eficiência produtiva, competitividade e responsabilidade ambiental.

A nível nacional, cerca de 75% das granjas de aves e suínos integradas à Seara já utilizam energia limpa, entre painéis solares e biodigestores. Na produção de aves, mais de 73% das granjas integradas operam com energia solar, distribuídas em dez estados brasileiros e no Distrito Federal. A adoção da tecnologia cresceu ao longo dos últimos seis anos, quando apenas cerca de 5,6% das propriedades utilizavam energia solar, um crescimento de aproximadamente 1.208% no período.

Somente no último ano, essas unidades geraram 215,4 milhões de kWh de energia solar, volume suficiente para abastecer, por um ano, uma cidade com cerca de 94,4 mil habitantes. Além dos ganhos ambientais, a iniciativa traz benefícios econômicos diretos aos produtores. Com a redução do custo da energia elétrica, as automações tornam-se cada vez mais presentes nas granjas.

Nas propriedades, os painéis fotovoltaicos captam a radiação solar e a convertem em energia elétrica, utilizada diretamente nos aviários. A tecnologia reduz significativamente a dependência das concessionárias e garante energia mais competitiva para sistemas essenciais, como climatização dos galpões, automação, distribuição de ração, coleta de ovos e controle ambiental – fatores que impactam para o bem-estar animal, a produtividade e a qualidade do produto.

Em Jaguapitã, no norte do Paraná, o produtor integrado Jorge Luiz Ezidio Dias adota a iniciativa desde 2022 e, atualmente, é autossuficiente em energia, resultado do uso dos painéis solares, que alia a redução de custos operacionais e sustentabilidade. “Tivemos um impacto direto na operação mensal da granja. O sistema é estável, demanda pouca manutenção e o retorno financeiro justifica o investimento. Foi uma decisão acertada”, destaca.

Na suinocultura, a Seara também avança pelo Brasil na adoção de biodigestores como solução estratégica para geração de energia renovável, aliando eficiência produtiva, sustentabilidade ambiental e econômica. Cerca de 46% das propriedades integradas de suínos com potencial para a tecnologia já contam com biodigestores, resultado do incentivo contínuo e do acompanhamento técnico da Companhia. A região Centro-Oeste concentra a maior quantidade dessas granjas.

“A energia renovável, seja fotovoltaica ou por meio de biodigestores, é economicamente sustentável, reduz custos e amplia as margens de ganho das propriedades. Os produtores conseguem investir em tecnologias e automações, facilitando as rotinas, melhoram a qualidade de vida no campo e fortalecem a gestão das propriedades. Por isso, essas iniciativas no agro representam um dos conceitos mais completos de sustentabilidade, com impactos positivos ao meio ambiente, na governança e na comunidade, gerando benefícios concretos, aumentando a competitividade no campo, assegurando maior qualidade dos alimentos e reforçando o compromisso da Seara com uma produção cada vez mais responsável”, afirma Vamiré Luiz Sens Júnior, gerente-executivo de Agropecuária da Seara.

Nas granjas de suínos, os biodigestores funcionam como sistemas fechados de tratamento de dejetos, nos quais bactérias transformam a matéria orgânica em biogás e biofertilizante. O biogás, rico em metano, é utilizado na geração de energia elétrica, abastecendo a granja, sistemas de climatização e estruturas de apoio. O processo evita a liberação direta do metano na atmosfera e o converte em CO₂, reduzindo significativamente o impacto ambiental.

A energia gerada é fundamental para atender às demandas elétricas da suinocultura, especialmente em sistemas que exigem controle rigoroso de temperatura para garantir o bem-estar animal e a produtividade. Com os biodigestores, muitas propriedades alcançam autossuficiência energética, reduzindo drasticamente ou até zerando a conta de luz. Em média, a economia com energia elétrica chega a 62%, transformando um dos principais custos da atividade em vantagem competitiva.

Além da geração de energia, o sistema permite o reaproveitamento do calor dos motores, utilizado no aquecimento de água para processos sanitários e atividades operacionais, ampliando a eficiência energética. O resíduo sólido remanescente é reaproveitado como biofertilizante, aplicado nas lavouras, fechando um ciclo sustentável de produção e reforçando práticas de economia circular no campo.

Além do suporte técnico para a implementação dos sistemas, a Seara mantém políticas e estratégias de reconhecimento de boas práticas, que estimula ações sustentáveis nas granjas integradas.

A combinação entre tecnologia, eficiência produtiva e responsabilidade ambiental tem fortalecido o desenvolvimento no campo, contribuindo para a valorização da atividade rural, maior atratividade para as novas gerações e perspectivas de expansão da geração de energia limpa.

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