
A Assessoria de Comunicação de empresa associada a Haroldo Jacobovicz reclama por ter a coluna citado o nome do empresário em matéria por ela enviada, mas também o ligando ao ICI, o controverso Instituto Curitiba de Informática, de que, sabe-se, ele tem o controle do Conselho do Instituto.
A assessoria tenta dar lição de jornalismo. Provavelmente o texto foi escrito por alguém que só é jornalista de empresas de comunicação empresarial, e viveu sempre nesse universo de interesses.
COLUNA NÃO É REPORTAGEM
Não procede a reclamação: coluna não precisa ouvir cada nome citado, mesmo quando o assunto for controvertido. Quem deve fazer isso são reportagens. As colunas têm agilidade, opinam, analisam, especulam. Dá para imaginar se colunas como as dos grandes jornais – Estadão e FSP – forem “pedir licença” para citar nomes?
O que esta coluna faz, como tantas outras, é colocar-se à disposição para ouvir o outro lado até sobre notas enviadas por assessorias. Acatar vozes divergentes da nossa não assusta a coluna.
REGISTRANDO O ESSENCIAL
Mais lamentável é que a correspondência reclame por que a informação teria sido “modificada”.
Não foi alterada, prestamos serviço ao leitor, contando do novo sistema de telecomunicação da Horizon do Sr. Jacobovicz. O essencial foi registrado.
O PAPEL DO “RELEASE”
Acatar na íntegra ou não um texto enviado é privilégio do editor, não da assessoria, que deve trabalhar para abrir e não fechar portas com jornalistas e veículos.
Embora, é claro, entendamos a fidelidade da assessoria a quem lhe ajuda a pagar as contas.
COMPROMISSO COM A OPINIÃO E ANÁLISE
Por último, mas não menos importante, aos que não entenderam ainda que jornalismo é muito mais do que redigir releases comerciais/industriais, lembro: colunas de jornal devem ser em primeiro lugar opinativas e analíticas. Trabalham informações, a partir das quais devem fazer análises.
Se não for assim, estarão até ‘competindo’ com as assessorias de comunicação, como essa que trabalha para a Horizon, e centenas de outras que vão crescendo à medida em que o jornalismo de opinião e análise vai sumindo.
