
Ao encerrar o Bom Dia Brasil nesta quinta-feira (18), o âncora Chico Nogueira brincou: “De tédio aqui não se morre”. O ‘aqui’ é o Brasil.
Quando a economia dava sinais de recuperação, eis que há um boi no caminho. E é o boi da JBS. A compra do silêncio de Eduardo Cunha com a benção de Michel Temer, o pagamento de propina de R$ 2 milhões a Aécio Neves, agora acrescido de outros R$ 60 milhões durante a campanha do tucano em 2014, e o grande esquema envolvendo ‘infiltrados’ nos três poderes, sem exceção, inclusive no Ministério Público Federal, dá a dimensão do bovino.
O quadro é tão grave e tão apocalíptico que resta a Temer três saídas: a renúncia, o impeachment ou o aeroporto do Galeão.
ESTACA NO CORAÇÃO
Ironia. Foram as Organizações Globo, a representante máxima da “mídia golpista” – como definiam os bocós – quem cravou a estaca no peito do presidente da República. Ah, a liberdade de expressão. Ah, a imprensa livre.
O AUTOR DA BOMBA ATÔMICA
O colunista Lauro Jardim, autor da reportagem-bomba, fez longa carreira na “Veja”, onde foi repórter, titular da coluna Radar e redator-chefe.
Deixou a revista para estrear blog em “O Globo”. Mesmo baseado no Rio de Janeiro, vinha cobrindo o poder em Brasília ao seu estilo: comendo pelas beiradas, cultivando fontes, checando rigorosamente as informações. É um profissional que moureja até em seus dias de folga. Costuma pedalar de bicicleta pela orla de Copacabana por mais de 25 quilômetros, três dias por semana.
O HOMEM DA MALA
Em meio à crise do governo, o nosso Paraná faz triste figura. Não bastassem todos os outros, não se nomeie aqui, eis o deputado federal Rodrigo da Rocha Loures (PMDB-PR), filho de empresário, filho de ex-presidente da FIEP, fazendo o papel de homem da mala. O ministro do STF, Edson Fachin, determinou o seu afastamento do cargo. O pleno do Supremo decidirá se ele será preso. Somos todos macambúzios. Todos sorumbáticos.
FACHIN P’RA COMPENSAR
Para compensar, a bela figura paranaense mais em evidência nos últimos meses é o ministro Edson Fachin, que no STF substituiu o ministro Zavascki e encaminha os processos da Lava Jato.
Fachin superou o que se esperava dele. Para os que o já conheciam e confiavam no seu padrão de jurista e homem bem formado, Fachin é um caso típico de “ultra petita”. Foi além do pedido.
