quarta-feira, 6 maio, 2026
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Ainda do Evangélico: Pontos de encontro

A propósito da possibilidade – apenas possibilidade- de a Universidade Mackenzie, de São Paulo passar a controlar o Hospital Evangélico de Curitiba, é preciso ir mais adiante. Assim, além da forte liderança que o reverendo Juarez Marcondes exerce sobre a mantenedora da universidade, há outro dado: o atual presidente da SEB, a Sociedade Evangélica Beneficente, presbítero João Jaime Nogueira, também pertence ao clero da Igreja Presbiteriana do Brasil. O que poderá, eventualmente, facilitar negociações em busca da “salvação” daquele hospital-escola, um dos patrimônios de Curitiba.

André Zacharow
André Zacharow

ANDRÉ ZACHAROW

Infelizmente, em anos não muito distantes, antes de João Jaime, o Evangélico sofreu grande ingerência política em sua administração, o que acabou resultando na eliminação (pelo menos formal) da liderança de André Zacharow, antigo presidente da SEB, em dias em que era foi deputado federal (PMDB).

CABOS ELEITORAIS

A ingerência política foi investigada pela PF e o assunto foi parar no STF. Lá o ministro Celso de Mello determinou, em 2015, novas investigações sobre o alegado uso político do Hospital.

Uma das “realidades” detectadas pela PF foi a colocação de empregados do Evangélico, em horário de expediente, terem trabalhado em campanha política do deputado federal.

TORRE DE BABEL

As grandes dificuldades do Hospital Evangélico são de má gestão.

Mas essa má gestão decorre “da verdadeira torre de Babel que comanda a SEB; trata-se de um emaranhado de interesses de diversas denominações evangélicas que lá teriam montando cabides de empregos, entre outras ações não recomendáveis em administração”, diz à coluna um pastor que, anos atrás, fez parte do Conselho de Administração da Sociedade Evangélica.

DISTANCIADOS

Pelo menos três igrejas evangélicas que fizeram parte do grupo fundador do Hospital Evangélico e da SEB, nos dias de Daniel Egg (seu primeiro presidente) deixaram em 2016 de participar da entidade. Desligaram-se formalmente da SEB, ao que se sabe por temerem eventuais responsabilidades decorrentes das inúmeras ações trabalhistas e cíveis a que a instituição responde.

As igrejas são: Presbiteriana Independente, Igreja Irmãos Menonitas e Igreja Congregacional do Brasil.

O reverendo Jean Seletti, da Presbiteriana Independente, – é um intelectual, mestre em Bioética pela UNB – foi uma das perdas mais visíveis e sentidas dessa saída grupal.

Reverendo Jean Seletti e a Igreja Presbiteriana Independente, na Rua do Rosário, Curitiba.
Reverendo Jean Seletti e a Igreja Presbiteriana Independente, na Rua do Rosário, Curitiba.
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