
Um fantasma ronda Curitiba e é o fantasma do lulismo. É o que restou do PT: o culto à personalidade. O culto à Lula. Um homem que, incitando a violência, diz que está preparado para, se eleito presidente em 2018, mandar prender aqueles que agora ameaçam puni-lo. Como se um chefe do Executivo pudesse prender e soltar alguém. Só ao Judiciário é dada essa prerrogativa. Mas ele confunde alhos com bugalhos.
SHOW DE SINDICALISTAS
Lula se veste de vermelho, pede aos outros que o façam, assombra a todos com a venezuelização do país. Em Curitiba, quer fazer de seu depoimento a Sérgio Moro um comício de pendor popular, quando nada tem de popular. São sindicalistas convenientemente esperneando por seus privilégios ameaçados.
FIGURA PÁLIDA
A marcha dos insensatos quer rumar contra a Justiça Federal em um caso em que Lula é réu. Espera-se que 50 mil integrantes dos “movimentos populares” desembarquem em Curitiba vindos de todas as partes do país.
Seria um espetáculo cômico, não fosse trágico, não fosse triste.
Há poucos dispostos a defendê-lo. Mesmo os lulistas mais arraigados, aqueles que se declaram nostálgicos do Brasil petista em seus primeiros anos, parecem ver no argumento de “golpe” uma palavra sem eco.
