Se a marca do vereador é dar nome às ruas, nada melhor do que, ora em diante, dividir essa prerrogativa por gênero. É o que propõe uma vereadora de Curitiba: obrigar o legislador a, quando sugerir o nome a uma das ruas da capital, dividi-las em 50% para homens e 50% para mulheres. O objetivo é “inserir a mulher na história”.
BONDE DOS ESQUECIDOS
Parece bonito, parece bom, não fosse por um fato comprovado. Aqueles que se tornam nomes de ruas tornam-se apenas nomes de rua. Ora nomeados, tornam-se transversais de uma avenida, adjacentes de uma alameda, esquinas de uma praça. Quem foram eles? Um Zé-Ninguém, uma Maria-Ninguém, passageiros do mesmo bonde do esquecimento.
QUE TAL PASSARINHOS?
Houve um tempo em que vereadores cansados das críticas passaram a batizar as ruas com nomes de passarinhos, peixes, temperos e hortaliças.
Destes, ninguém esquece o significado. E a história.
