segunda-feira, 22 junho, 2026
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ALVARO DIAS E O FIM DO FORO PRIVILEGIADO

Luciano Huck, Roberto Justus, Alvaro Dias
Luciano Huck, Roberto Justus, Alvaro Dias

Autor do projeto que acaba com o fim do foro privilegiado, o senador Alvaro Dias (PV-PR) disse ao jornal Folha de São Paulo, nesta sexta-feira (28), que a aprovação da medida deve fazer com que políticos envolvidos na Lava-Jato sejam julgados até o fim deste ano.

DESDE 2013

Alvaro esperou quatro anos até que seu projeto fosse votado pelo plenário do Senado. A repercussão foi imediata e deve fazer com que o nome do político paranaense ganhe maior projeção no cenário nacional.

PARAÍSO DA IMPUNIDADE

O senador diz não acreditar que o fim do foro privilegiado cause um excesso de ações contra políticos em primeira instância. Os tribunais devem distribuir as ações, o que facilitaria o trâmite. Alvaro diz que, por causa do foro privilegiado, o expediente transformou-se no paraíso da impunidade: 68% das ações dos últimos anos prescreveram. Até 2011, apenas quatro autoridades foram condenadas pelo STF. Nos últimos anos, só 0,78% das ações culminaram em condenação, o que está longe de significar prisão.

NÃO-POLÍTICOS

Citado ontem, nesta coluna, Alvaro segue em ascensão. O fato de não ter sido mencionado em qualquer investigação o credencia ainda mais. Em entrevista para o livro “Encontros do Araguaia”, com personagens de representatividade na história do Paraná, Alvaro criticou a aparição de não-políticos, que se apresentam como “salvadores da pátria” na disputa à presidência da República. É o caso do empresário Roberto Justus ou do improvável Luciano Huck. Alvaro argumenta que qualquer nome que não tenha sofrido o desgaste do cargo público, irá liderar as pesquisas em um primeiro momento. “Por isso me recuso a ser incluído em sondagens que contemplem não-políticos. É desleal”, afirma.

PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA

O fim do foro privilegiado, vale lembrar, ainda passará pelo escrutínio da Câmara dos Deputados. Alvaro, no entanto, acredita que a pressão da opinião pública a favor do projeto deve fazer com que o projeto seja aprovado sem grandes dificuldades. “Qualquer expediente protelatório terá um desgaste enorme”, diz.

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