quarta-feira, 6 maio, 2026
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LULA EM CURITIBA: TUDO O QUE SE PODE ESPERAR

José Dirceu e Gleisi Hoffmann
José Dirceu e Gleisi Hoffmann

À frase de José Dirceu no pós-mensalão (“O PT não rouba nem deixa roubar”), junte-se agora a da senadora petista Gleisi Hoffmann (“O PT não tem bandidos, tem pessoas que erram”). De erro em erro os corruptos encheram o papo.

CENTRAIS UNIDAS

Lula vem a Curitiba nos próximos dias e as frases acima só fazem acirrar os ânimos. As centrais sindicais –todas, unidas – estão convocando uma greve geral no dia 28. Não por acaso, uma sexta-feira. Não por acaso, véspera do fim de semana que se abraça ao 1º de maio e que faz do dia de mobilização também uma emenda do feriado.

DEPOIMENTO

O ex-presidente, acusado de crime de lavagem de dinheiro (211 vezes), corrupção passiva (17 vezes) e tráfico de influência internacional (quatro vezes), além de organização criminosa e obstrução de Justiça, presta depoimento ao juiz Sergio Moro, a princípio, no dia 3, mas a data pode ser adiada.

CAUTELA E CANJA

Há informações de que uma caravana de 700 ônibus estaria sendo organizada para desembarcar em Curitiba no dia em que Lula se colocará frente a frente com Moro. A prefeitura da capital, prestativa como nunca antes, manda avisar que há 40 dias prepara um esquema de segurança para quando a data chegar. A solicitude parece benvinda, mas não é. Tudo o que a República de Curitiba não quer, nesse momento, é virar um palco de confronto entre partidários e adversários do ex-presidente. A Polícia Federal pede cautela, que somada a canja de galinha não faz mal a ninguém.

MANIFESTAÇÃO

O que a esquerda quer com a greve geral que se unirá aos protestos do 1º de Maio é convencer os militantes que desembarcam dos ônibus ou chegam de outra forma a prolongar sua estada em Curitiba por mais dois dias, a tempo de engrossar a manifestação em frente à Justiça Federal.

PROJEÇÕES

Não há por que correr risco de enfrentamento e violência. Sem Lula, o protesto não ganha reforço e será possível medir a real capacidade de mobilização da esquerda no atual momento. Alguns falam em 35 mil. Os mais otimistas em 50 mil. Nada que arranhe, portanto, a reputação dos protestos do impeachment em Curitiba, que certamente reuniram multidão mais graúda.

PIROTECNIA

Quando Lula vier, talvez em 10 de maio, a sua presença não será engrossada por qualquer manifestação alheia ao depoimento. Moro está certo. Que o show piromaníaco fique longe das cercanias da cidade.

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