
Esqueçam os oráculos de Delfos da política paranaense. O senador Roberto Requião (PMDB) será candidato à reeleição em 2018 porque sabe que tem poucas chances (talvez, mínimas) para disputar o que seria o seu quarto mandato no governo do Paraná. O desgaste do impeachment, as posições bolivarianas e o desempenho pífio de Requião Filho na campanha à prefeitura de Curitiba, o levaram a tomar a decisão. Requião sabe que mesmo a eleição ao Senado não será uma tarefa fácil. Ele quase perdeu a disputa para Gustavo Fruet, em 2010, e carrega a pecha de “dinossauro da política” – não o último, mas um dos mais notórios.
EM NOME DO GRUPO

No que tange a Richa, é mais certo do que duvidoso que ele concorrerá também ao pleito na Câmara Alta – são duas vagas em disputa nas eleições do ano que vem. Especulou-se que ele repetiria o gesto de Álvaro Dias, em 1990, e cumpriria o mandato até o fim em nome do grupo político, que o cerca. Caso escolha esse caminho, o que se afirma mais uma vez, é duvidoso, deixará o irmão, Pepe Richa, e o filho, Marcello Richa, a ver navios, já que ambos pretendem disputar a Câmara Federal. Quanto ao grupo, ele vai bem, obrigado. Pode se integrar ao novo governo que toma posse em 2019 ou instalar-se no prédio em frente, aquele do Palácio 29 de Março.
FUTURO DE GLEISI
Já para a senadora petista Gleisi Hoffmann, cujo mandato também expira em 2018, o caminho é tortuoso e cheio de maus presságios. As indisposições com membros do partido (vide o ex-líder Humberto Alves) e as denúncias da Lava Jato, que implicam a ela e a seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, poderiam pôr fim à sua curta carreira política, fosse o STF mais célere. Não é.
Gleisi deve aproveitar-se disso para disputar uma vaga de deputada federal.
