A sambista Beth Carvalho declarou à coluna de Mônica Bergamo pertencer ao bloco “Fora Temer”. “Para mim, só Lula Lá”. Requião Lá também, deveria acrescentar. Durante o segundo e o terceiro mandatos do peemedebista, Beth Carvalho era presença obrigatória no Palácio Iguaçu. Tão assídua quanto Íttala Nandi, atriz que dirigiu a escola de cinema do Paraná, hoje um entulho sem memória.
PRINCÍPIOS
De Íttala não se soube mais. Beth, no entanto, continua em cena. Fiel a seus princípios. Princípios que deveriam valer também se respeitasse a postura do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, um evangélico que repudia a festa pagã. É quando a intolerância são os outros. Assim como o inferno.
Se costuma frequentar as redes sociais, Beth Carvalho, intérprete da belíssima “As Rosas Não Falam”, deve estar muito satisfeita com as páginas dedicadas ao “Volta Lula”. Há manifestações desabrochadas que, antes, apontavam tímidas ou envergonhadas.
CENÁRIO SOMBRIO
Para o ex-governador, que sempre se ofereceu ao risco com um mandato a protegê-lo, o cenário parece cada vez mais sombrio. Afinal, se não há garantia de que conquiste o governo, hoje remotíssima, parece-lhe ainda mais improvável reeleger-se senador. É o ocaso de um dinossauro da política? Talvez. Mas nunca se sabe. Jânio Quadros ergueu-se de um mausoléu político que havia se imposto para tornar-se prefeito de São Paulo na década de 80. Requião pode sempre ressuscitar. Mesmo tendo como principal adversário o tucano Beto Richa na disputa ao Senado e os adversários Osmar Dias e Ratinho Jr e Cida Borghetti na corrida ao Palácio Iguaçu.
Se reclamarem a sua condição de dinossauro, lembremos que, no Brasil, a política ainda vive sob o período triássico.
