
Se o cinema sempre superestimou a inteligência da raça humana em filmes como “2001, Uma Odisseia no Espaço”, “Blade Runner” e até em “De Volta para o Futuro”, onde a viagem no tempo já era possível em 1985, eis aqui um futuro plausível. Em 2027, passear com cachorros vai gerar mais oportunidades de emprego do que ser professor.
O estudo é da Conference Board de Nova York e toca em um ponto crucial. O índice de natalidade nos EUA vem caindo vertiginosamente e os idosos tendem a preencher o ninho vazio com animais de estimação. Donde a profissão de passeador está em alta.
EIS O QUE O FUTURO (2)
Não é propriamente um fenômeno de primeiro mundo. No Brasil, estima-se que, em 2050, a população de idosos já será maior do que a de jovens. É um alerta que nos faz voltar os olhos também para a previdência. Com a expectativa de vida aumentando, fica difícil não prever um rombo gigantesco no fundo público de pensão. Por isso a necessidade de um novo modelo de aposentadoria, ainda que este que agora se apresenta seja passível de mudanças menos traumáticas, o que não significa que não devam ser menos severas. Em última análise, sem a garantia da pensão previdenciária, passear com cachorros, e sobreviver disso, será mais uma daquelas previsões futurísticas fadadas ao fracasso. “Cães Não Se Aposentam. Homens sim”. Eis um bom título para um filme de ficção científica.
