terça-feira, 5 maio, 2026
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Atletiba no Youtube? São os novos tempos

Cenas de futebol...
Cenas de futebol…

Era para acontecer na semana passada. Uma decisão ilegal da Federação Paranaense de Futebol (FPF), no entanto, fez com que os 20 mil torcedores que lotavam a Arena da Baixada para assistir o primeiro clássico do ano entre Atlético e Coritiba tivessem que voltar para casa.

Tudo porque a FPF entendeu, e ninguém mais entendeu assim, que os profissionais que estavam em campo para cuidar da transmissão da partida para a internet, não estavam credenciados.

MARCO

Seria a primeira partida de futebol transmitida pelo Youtube, o que por si só é um marco para o esporte ao vivo, mas os cartolas trabalharam contra. Ontem (1º) o Atletiba, enfim, se realizou. Ao vivo, em cores, pela internet.

COTA PELA METADE

Há uma questão financeira como pano de fundo. Atlético e Coritiba só recorreram ao Youtube porque a cota que lhes foi oferecida pela Globo para a transmissão dos jogos do Paranaense foi considerada insatisfatória. O montante de R$ 2 milhões representava metade do que foi oferecido no ano anterior.

PROJETO INTERNET

Se havia um projeto anterior de conquistar uma nova audiência a partir da transmissão pela internet, ele se concretizou, ainda que às pressas.

Ao custo de R$ 55 mil, uma bagatela, contratou-se uma produtora especializada em gravar eventos esportivos que espalhou nove câmeras pela Arena, duas equipadas com gruas, e convocou uma equipe de repórteres de campo, narrador e comentarista. Pronto.

Contudo, a Federação Paranaense de Futebol, do alto de uma autoridade que não tem, proibiu a realização da partida. A Lei Pelé diz, em seu artigo 42, que o direito de arena (ou seja, os direitos de imagem de qualquer jogo) pertence às entidades de prática desportiva. Aos clubes, portanto, e não às federações.

NOVA AUDIÊNCIA

Com o caso esclarecido, o ineditismo do Atletiba se confirma. É o primeiro passo para um novo modo de ver o futebol, porque disponível em qualquer plataforma, e também uma nova estratégia para conquistar uma audiência tão esmagadora quanto os milhões de visualizações que o Youtube e o Facebook atraem.

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