Enfim, duas boas novas para a mídia impressa, cujos dias “terribilis” anunciei, em ampla análise na data de 21 ao mostrar a situação vivida nos últimos dois anos pela Gazeta do Povo.
O site da GP mostra a solução – “ovo de Colombo”? – achada pela direção da empresa: o jornal à beira de completar centenário passa agora a ofertar assinaturas para a sua edição impressa, o que não mais vinha fazendo. As assinaturas que vinha fazendo eram apenas para o jornal eletrônico.
SOLUÇÃO?
A solução encontrada pela Gazeta do Povo segue o modelo do Netflix e do Spotify: o assinante paga uma importância mensal.
Voltam a alegrar-se corações e mentes de leitores que não aceitavam desfazer-se desse patrimônio que é parte da alma da cidade.
No entanto, um assíduo leitor desta coluna/blog manda nota, feitas as devidas contas e comparações, e insiste: o jornal impresso ficou muito caro. Isso seria sintoma de que a direção quer mesmo desativar a edição impressa (leia o texto, mais adiante).
MODELO NETFLIX
A adoção do novo modelo, à “la Netflix” -, sendo de pagamento mensal, ficaria sujeito a chuvas e trovoadas eventuais? E como ficará conteúdo do jornal, que eliminou de seus quadros jornalistas produtores de jornalismo de qualidade, a ponto de a GP ter recebido nos últimos anos diversos prêmios nacionais e internacionais por suas reportagens investigativas?
OPÇÃO É PELO ELETRÔNICO
Leitor atento da coluna/blog, MVTC deita seu olhar de lince e seu raciocínio aguçado sobre o novo modelo de assinatura ofertado pela GP, dizendo. Em mensagem:
“As previsões acerca do fim da versão impressa da Gazeta do Povo se confirmam na mais recente campanha de assinaturas do jornal.
Com o pacote digital ao custo de R$ 0,99 por mês ela faz ao assinante uma oferta praticamente irrecusável. Escolher ou escolher a versão digital do jornal (em site, tablet e celular). As opções são bem mais salgadas. O pacote que inclui que a versão digital mais a edição impressa de fim de semana, ou seja, um único jornal, custará R$ 49,90 por mês.
A versão mais cara, que soma o digital mais o impresso diário vai custar R$ 59,90 mensais (R$ 718,80 ano). Não há jornal no país cuja assinatura atinja esse valor estrondoso. Resumo da ópera: a Gazeta não quer dizer que acabou com o impresso. Mas acabou.”
LINK DO PACOTE DE ASSINATURAS DA GAZETA:
JORNAL DO BRASIL
A outra notícia preciosa da mesma área leio na imprensa nacional, e também com mensagem mandada pelo jornalista Walter Schmidt, um ser humano que respira jornal 24 horas/dia: “O Jornal do Brasil está voltando às bancas”.
Histórico, o JB teve sua fase áurea com a condessa Pereira Carneiro e seu genro Manuel Nascimento Britto, até sucumbir às crises financeiras e de gestão no começo dos 1990.
O título Jornal do Brasil – para uso em edição impressa – foi comprado por um empresário da área de restaurantes do Rio e Brasília. Vai circular apenas em bancas, só na cidade do Rio, terá edição de dois cadernos, um de 16 e outro de 6 páginas. Tiragem de 30 mil exemplares diários. Nada de assinaturas.
Voltarei ao assunto JB, grande escola de jornalismo brasileiro.

