
Há declarações de Osmar Dias feitas na semana para o projeto “Encontros do Araguaia” que não serão reveladas até a publicação do livro cheio de relatos históricos de personalidades que construíram o Paraná de hoje. O mesmo critério é adotado com relação aos outros entrevistados ouvidos, como Álvaro Dias, Borsari Neto, Jaime Lerner, René Dotti. No dia 7 de março será a vez do ex-governador João Elísio Ferraz de Campos, responsável pela primeira lei estadual de responsabilidade fiscal, modelo para a congênere federal aprovada depois, no Governo FHC.
Exceções serão admitidas, porque não ferem o compromisso com o tempo, que assumi (como organizador da obra) sobre os relatos gravados também em vídeo para futura exposição na web.
LIVRO CAIXA
No entanto, esclareço: cada entrevistado teve momentos de descontração, quando as declarações marcaram-se por fortes expressões de saudade ou de recordações familiares. Tal como ocorreu quando, dia 14, terça-feira, Osmar – declarado pré-candidato ao governo em 2018 – começou a manusear, depois do almoço, um antigo livro caixa, tamanho médio.
Ali a letra firme de seu Silvino, o pai do clã Dias, foi registrando o dia a dia de investimentos financeiros que fazia nos filhos.
A intenção seria cobrar ressarcimento, no futuro, dos beneficiários, pois a fortuna em terras que Silvino foi amealhando podia sugerir a medida, diante de inevitável futura partilha? Pode ser.
Prefiro admitir que o caixa tinha o sentido pedagógico próprio desse homem de pouca escolaridade, habilidoso administrador, pioneiro de Maringá e construtor de grande fortuna pessoal.
GASTOU MAIS
Fato é que, em muitas das anotações, ao fim das colunas de débitos dos filhos (todos) Silvino em muitos casos anotou: “Perdoado”. Mas nem todos.
Algumas dívidas foram para o “limbo”, provavelmente Osmar, mesmo tendo optado por ficar ao lado do pai, e ajudando-o nas lides da Fazenda de Maringá, guarda o “relicário” dessa contabilidade, com o registro de seus débitos: “Mas o Álvaro ficou devendo mais…”, esclarece. Os dois foram perdoados por Silvino.
SEMINÁRIO
Álvaro não quis enfrentar as dificuldades da terra, preferiu experimentar a vida de seminarista no Estado de São Paulo, o que pode explicar os gastos a maior.
A seguir, fotos de Annelize Tozzeto de momentos do depoimento, com 4,5 horas de duração:



