
Logo que assumiu a relatoria da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o paranaense por adoção, Edson Fachin, foi tachado de “fraco e amador no jogo político”.
Uma semana depois, respondeu com um discreto, mas contundente, tapa de luvas: autorizou a abertura de inquérito para investigar o ex-diretor da Transpetro, Sérgio Machado, o ex-presidente José Sarney e os senadores do PMDB, Renan Calheiros e Romero Jucá, este por crime de embaraço às investigações.
Em uma conversa gravada, no ano passado, Jucá citou um suposto “acordo nacional” para “estancar a sangria”. Com Fachin, já se viu, não há acordo.
FAMÍLIA E MISSA
Edson Fachin vive em casa cercado de gente de Justiça e do Direito: a mulher, Rosana, é desembargadora do TJ-PR; a filha Melina foi seu braço direito nos anos em que então professor da UFPR e advogado trabalhou em Curitiba.
Como costuma passar os fins de semana em Curitiba, o ministro Fachin (gaúcho de nascimento) pode ser encontrado aos domingos em lugar previsível, sabem seus amigos: ele participa da missa matinal no Asilo São Vicente de Paulo, no Cabral, celebrada pelo padre Paulo César Botas, tipo humano pouco convencional, especialista em religiões afro-brasileiras (é consultor do Vaticano para a área), um intelectual na acepção da palavra. Sua obra no terreno sociológico consta do catálogo da Editora Vozes.

