
Lídia Bindo, que foi casada com Rafael Dely, e de quem estava separada havia muitos anos antes da morte do urbanista (novas núpcias dela), manda mensagem a propósito de nota que a coluna publicou sobre o lançamento do livro “Fazimento de Curitiba”, de autoria de Dely e Oikawa, na edição de 24-1.
No texto deste espaço, motivador da escrita de Lídia, ressaltei, citando testemunhas confiáveis, e meu testemunho pessoal: Dely jamais absolveu Greca de Macedo de gestos que considerou “imperdoáveis” do atual prefeito contra ele. Na verdade, não cumprimentava sequer o atual prefeito.
Eu mesmo acentuo mais uma vez o testemunho dessa “santa ira” do estimado amigo, com quem muito aprendi sobre urbanismo, recolhendo ao longo de anos de frequência à casa da família dele, raros exemplos de quanto alguém pode ser votado à causa pública.
EM 1979
E mesmo em viagem que com ele e Lídia fiz à França, em 1979, muitos diálogos tivemos sobre aquilo que ele – primus inter pares da equipe de Lerner – julgava ser essencial para Curitiba. Na ocasião, apenas confirmei, com a calma de uma viagem inteligente e em boas companhias, o quão privilegiado fui tendo como amigo alguém com tanto amor a Curitiba e, especialmente, com a visão de um urbanista singular.
Dely resumia nele o arquiteto, o urbanista, o sociólogo, o antropólogo, o homem de espírito, o humanista.
Quê pedir mais de alguém tão especial?
CONSELHO & AVERSÃO
Acho que é prudente, até, que se ouça Alex Dely, o filho, sobre o assunto, se ainda perdurarem dúvidas sobre o tema importante para o entendimento da história da cidade e de alguns de seus personagens mais relevantes.
Neste caso, relevante mesmo é Rafael Dely.
À parte discutir novamente a notória aversão que Dely votava a Rafael Valdomiro Greca de Macedo, eis a mensagem de Lídia Bindo:
“Aroldo, Rafael Greca é nosso prefeito eleito e autoridade maior da cidade. Muito normal ele estar lá. Rafael Dely não teria guardado rancor tanto tempo, disseram minhas filhas. Sentimos é sua falta e a do Jaime (Lerner).
