
O técnico Bernardo Rezende, o Bernardinho, dispensa apresentação. Mas sua passagem pelo Paraná Vôlei Clube no final da década de 90 merece um registro. À frente da equipe feminina, que levava o nome do Rexona – produto da Unilever –, o treinador carioca deu fôlego ao esporte, ressuscitou o ginásio do Tarumã (que passou a atrair de milhares de torcedores, inclusive em apresentações da seleção brasileira de vôlei), além de desenvolver um projeto social de escolinhas que ganhou notoriedade em todo o país.
MARCA INESQUECÍVEL
Não foi uma estada de longa duração. Cinco anos, mas serviu para revelar novos talentos e imprimir uma marca que parece inesquecível aos curitibanos. Quando a Unilever decidiu transferir o projeto para o Rio de Janeiro, alegou que se tratava de uma questão mercadológica. Não era bem assim. Havia também o temor de, com a saída de Jaime Lerner, e a posse de Roberto Requião no Palácio Iguaçu, o projeto fizesse água.
CARREIRA POLÍTICA
Bernardinho depois assumiria o comando da seleção masculina de vôlei, acumulando títulos. O último deles na Rio 2016, com a conquista da medalha de ouro. Agora despede-se das quadras, ao menos temporariamente, e acena com uma carreira política. Em 2014, quase aventurou-se em uma disputa ao Senado pelo PSDB. Recuou na última hora. Agora, contando com o apoio de Aécio Neves, vislumbra um voo mais alto. Quem sabe prefeito do Rio. Quem sabe governador.
