quinta-feira, 30 julho, 2026
HomeMemorial73% DOS SERVIDORES DA SAÚDE JÁ FORAM INFECTADOS EM CURITIBA

73% DOS SERVIDORES DA SAÚDE JÁ FORAM INFECTADOS EM CURITIBA

Rafael Greca: sindicato acusa alcaide de desinteresse com funcionários

(Do Sismuc)

Depois de muita cobrança, a Prefeitura finalmente divulgou os dados alarmantes sobre o número de servidores que já foram infectados com a Covid-19. Ao todo, 7.941 servidores já foram infectados. Entre eles, 52% são servidores da saúde, um total de 4.182 trabalhadores infectados.

Os dados foram divulgados na última quinta-feira (3), durante a audiência com o Ministério Público do Trabalho (MPT). A falta de transparência é uma marca da gestão em meio à pandemia, e os números só foram divulgados após a cobrança contínua do SISMUC e do SISMMAC para realização de testes massivos nos servidores – o que ainda não tem acontecido.

AINDA ALARMANTES

A Prefeitura não deixou claro se os números consideram os trabalhadores contratados através do Processo Seletivo Simplificado (PSS). Entretanto, mesmo considerando estes trabalhadores, os números ainda sim continuam alarmantes.

Hoje, o serviço público municipal conta com cerca 28.600 servidores estatutários e contratos via PSS. Considerando este número, 27% do quadro total do funcionalismo já foi infectado.Os dados sobre o número de servidores são da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) 2019 e da própria Prefeitura.

A situação fica ainda mais complicado quando olhamos para o quadro de funcionários da saúde: ao todo são 5.652 trabalhadores da saúde entre servidores e contratações via PSS. O número, além de mostrar a falta de funcionários no município e o enfraquecimento da saúde pública por parte do desgoverno Greca, também revela que 73% dos trabalhadores que têm se dedicado a salvar a vida da população já foram infectados.

GRECA NÃO SE ASSUSTA

Mas os números parecem não assustar a administração, que foi claramente contrária às recomendações emitidas pelo MPT. Para eles, a utilização de máscaras e o distanciamento social de 1,5m entre as pessoas já surtiriam efeito para redução do contágio. Claro que essas são medidas extremamente importantes, mas se as condições têm sido dadas pela administração, conforme alegação da Prefeitura, como explicar esse enorme número de casos?

Se o desgoverno Greca não explica, nós explicamos!

 A TRISTE REALIDADE

Os locais de trabalho, diferentemente do que a Prefeitura alega, não possuem estrutura adequada para manutenção de 1,5m de distância. Além disso, o trabalho dos profissionais da linha de frente exige que haja proximidade entre os pacientes e os trabalhadores. E, se olharmos para os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) distribuídos, vemos que a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) tem deixado de lado orientações importantes – como não dividir EPIs entre os trabalhadores – como forma de mascarar as condições precárias de combate ao novo coronavírus durante a gestão Greca.

TESTES IGNORADOS

Desde o início da pandemia, os trabalhadores da linha de frente foram testados em média apenas uma vez. Depois disso, as testagens mais frequentes que deveriam acontecer foram ignoradas pela Prefeitura. Com os servidores em contato constante uns com os outros, é necessário que os testes sejam realizados com uma frequência determinada para que seja possível rastrear possíveis transmissões e entender em que condições a saúde em Curitiba está.

Leia Também

Leia Também