
Estudo realizado com mais de 2.500 startups no Brasil revela que 94,1% dos entrevistados têm graduação, especialização, mestrado ou doutorado
Por André Nunes, jornalista
Há quem defenda que o sucesso no empreendedorismo não inclui formação superior. Mas isso não é uma realidade para 61% dos entrevistados em estudo realizado pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups), que possuem pós-graduação (MBA, especialização, mestrado e/ou doutorado). O número é ainda mais expressivo quando somado ao de empreendedores que são graduados e/ou tecnólogos: 94,1%. Ou seja, apenas 5,8% dos empreendedores brasileiros não possuem ensino superior e/ou pós graduação. O estudo foi realizado com 2.500 startups de todo o país. “Apesar de ainda termos um perfil elitizado, cuja maioria é de homens (73,8%), brancos (69%) e heterossexuais (92%), chama muita a atenção o fato de a graduação e a pós-graduação – em todas as suas possibilidades – serem muito frequentes na formação dos empreendedores brasileiros. Quem pensa que a formação universitária está com os dias contados, e que suas competências não atendem às necessidades do mercado, precisa rever seus conceitos, especialmente em relação aos cursos voltados para a empregabilidade, com capacitações em tecnologia e inovação”, afirma a professora Adriana Karam, reitora do Centro Universitário UniOpet e investidora-anjo.
CONEXÕES COM O MERCADO
A educadora reforça que há uma necessidade de as instituições de ensino superior atualizarem seus currículos e estabelecerem conexões mais profundas com o mercado de trabalho, mas que a formação de nível superior possibilita a construção de conceitos e conhecimentos difíceis de serem realizados em outros tipos de formação. “O panorama nacional também tem nos revelado que profissionais formados conseguem emprego mais facilmente: até 82% dos egressos das universidades apontam mais facilidade para encontrar uma colocação no mercado, segundo levantament o recente feito pelo Sindicato das Entidades de Estabelecimentos de Ensino Superior de São Paulo (Semesp).
Dentre esses pesquisados, 75,6% eram de cursos presenciais e 24,4% do Ensino a Distância (EAD).” O levantamento do Semesp foi feito em parceria com a Symplicity entre agosto e outubro de 2021, com a participação de 3.086 egressos do ensino superior pelo país. A pesquisa mostrou também que o percentual de empregados com carteira assinada passou de 58% na edição anterior para 63,8% neste levantamento. Entre os cursos com maior percentual de pessoas que trabalham na área de atuação estão as áreas da Saúde: Medicina (100%), Farmácia (79,3%), Odontologia (78,9%), Fisioterapia (64,4%) e Psicologia (61,1%).
