Assessoria – Com as férias escolares chegando ao fim, chega o momento das famílias se organizarem para a volta da rotina acadêmica. Depois de tanto tempo em casa, a volta pode ser difícil para algumas crianças. Choro, ansiedade e uma pitada de insegurança são reações naturais, especialmente para os alunos menores. Mas o diálogo e a participação nos preparativos podem ajudar a diminuir essa dificuldade.
Segundo a pedagoga Adriane Wzorek, assessora pedagógica do Colégio Santo Anjo, uma das maiores instituições de ensino do Paraná, esse “estranhamento” é parte do processo de crescimento. “É normal que, após as férias, a criança sinta dificuldade em retomar o ritmo. Isso gera ansiedade, mas com acolhimento e diálogo, pais e professores podem transformar esse peso em leveza”, explica a especialista.
Adriane lembra que a adaptação exige paciência. “O acolhimento emocional é tão importante quanto a lista de material escolar. Quando os pais transmitem segurança, a criança entende que a escola é um lugar de exploração, não de abandono”, resume a assessora. “Cada criança tem seu próprio tempo. Mas, com as estratégias certas, o ambiente escolar logo volta a ser o cenário de grandes descobertas.
Dicas da especialista
Para garantir que o primeiro sinal do recreio seja motivo de alegria e não de estresse, ela preparou um guia prático para os pais organizarem o retorno. Confira as dicas da especialista:
- Poder da conversa: fale sobre a escola com entusiasmo para as crianças. Enfatize o reencontro com amigos e a descoberta de novos conhecimentos. “Reforce como ele está ficando inteligente e como será bom o contato com os colegas”, sugere a pedagoga.
- Protagonismo na preparação: Não arrume a mochila sozinho. Envolva a criança na organização dos uniformes e materiais. Sentir-se útil faz com que o pequeno se sinta parte do processo, diminuindo a resistência à mudança.
- Ajuste gradual do relógio: Não espere a segunda-feira de manhã para acertar o despertador. Comece a retomar os horários de sono e refeições alguns dias antes do início das aulas.
- Interesse genuíno: Na volta para casa, perguntar sobre a nova professora ou a brincadeira do intervalo gera confiança e mostra que o ambiente escolar é valorizado pela família.
- Despedida consciente: A hora de deixar o aluno na escola pode ser um momento crítico. Nunca saia escondido. Despeça-se com segurança, garanta que voltará para buscá-lo e, após o tchau, evite permanecer no campo de visão da criança. A previsibilidade gera segurança emocional.
- Pedacinho de casa: Para os bebês ou crianças com mais dificuldade de adaptação, um objeto de transição (como um brinquedo ou naninha) pode ser um grande aliado. Outra dica de ouro: se o uniforme for gatilho de choro em casa, combine de vesti-lo na escola quando a criança já estiver distraída.
